Questão FC242610
Portugueses no Rio de Janeiro O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portuguesa até meados dos anos cinquenta do século passado, quando chega a ser a “terceira cidade port
Concordância (Verbal e Nominal)
CESGRANRIO · 2018
Portugueses no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração portuguesa até meados dos anos cinquenta do século passado, quando chega a ser a “terceira cidade portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugueses — um décimo de sua população urbana. Ali, os portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na área dos comestíveis, como os cafés, as panificações, as leitarias, os talhos, além de outros ramos, como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora do comércio, podem exercer as mais variadas profissões, como atividades domésticas ou as de barbeiros e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afortunados, aqueles ligados à indústria, voltados para construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico de bebidas.
A sua distribuição pela cidade, apesar da não formação de guetos, denota uma tendência para a sua concentração em determinados bairros, escolhidos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo significativo de patrícios e algumas associações de porte, como o Real Gabinete Português de Leitura e o Liceu Literário Português. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá, Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da colônia, se localizam outras associações portuguesas, como a Casa de Portugal e um grande número de casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepaguá, originalmente formado por quintas de pequenos lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais abastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
O texto emprega duas vezes o verbo “haver”. Ambos estão na 3ª pessoa do singular, pois são impessoais.
Esse papel gramatical está repetido corretamente em:
- Ninguém disse que os portugueses havia de saírem da cidade.
- Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes ficariam ricos.
- Haveriam de haver imigrantes de outras procedências na cidade.
- Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam empregos.
- Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A frase apresentada — "Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho" — usa o verbo haver com o sentido de existir, portanto como verbo impessoal.
Verbos impessoais não têm sujeito e, por isso, permanecem na 3ª pessoa do singular. Mesmo que o termo que indica o ente existente esteja no plural ("ofertas"), o verbo não concorda com ele: mantém-se "houvesse".
Além disso, a construção "gostariam de que" exige o modo subjuntivo (situação desejada/hipotética no passado), justificando a forma pretérito imperfeito do subjuntivo "houvesse".
Em resumo: impessoalidade do "haver" (existir) + necessidade do subjuntivo tornam "houvesse" a forma correta.
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