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Questão FC242672

Texto II O Brasil na memória A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por lugares, um tempo

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

CESGRANRIO · 2018

Texto II

 

O Brasil na memória

 

A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por lugares, um tempo de duração. Há situações iniciais e finais, outras intermediárias, numa dimensão linear, e há atores, um dos quais o viajante, que serve de fio condutor entre pessoas, acontecimentos, locais e deslocamentos. Supõe uma subjetividade que se abre ao desconhecido, a perda de referências familiares, o abandono do mesmo pelo diferente, o encontro com o outro e o reencontro consigo mesmo. Em contrapartida, a narrativa de viagem depende em primeiro lugar da memória e de anotações. Seleciona experiências, precisa estabelecer um projeto de narração, não necessariamente cronológico ou causal, torna-se, mesmo sem intenção, um testemunho. E é orientada por perspectivas do narrador-viajante, que incluem seu estilo de vida, sua mentalidade, assim como sua visão de mundo e sua posição de sujeito, ou seja, o local cultural de onde fala.

 

BORDINI, Maria da Glória. In: Descobrindo o Brasil. Rio de Janeiro:

EdUERJ, 2011, p. 353.

 

No Texto II, a autora diz que, numa viagem, “há atores, um dos quais o viajante” 

 

Ela usa a palavra “ator” porque está referindo-se à pessoa que

  1. tem papel ativo em algum acontecimento.
  2. desempenha um papel quando está em cena.
  3. age como se estivesse representando um papel.
  4. encara uma viagem como se estivesse num palco.
  5. é capaz de simular emoções, sentimentos, atitudes.
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Gabarito

A

Comentário do professor

No Texto II, a palavra ator qualifica alguém com papel ativo em acontecimentos: trata-se de um termo usado para identificar quem participa e intervém na sequência de eventos descritos.

Como prova, a autora afirma que o viajante “serve de fio condutor entre pessoas, acontecimentos, locais e deslocamentos”, o que evidencia sua função de conectar e dinamizar a narrativa.

Assim, o sentido atribuído a ator é o de agente/narrador que seleciona, organiza e testemunha experiências, influenciando o rumo e a representação da viagem.

Portanto, interpretar “ator” como quem tem papel ativo em algum acontecimento está em conformidade com o contexto do texto.

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