Questão FC242758
Finlândia inclui disciplina de “combate à desinformação” nas escolas Alfabetização midiática integra currículo das escolas da Finlândia desde a pré-escola até o ensino médio e ajud
Interpretação de Textos (Compreensão)
CESGRANRIO · 2024
Finlândia inclui disciplina de “combate à desinformação” nas escolas
Alfabetização midiática integra currículo das escolas da Finlândia desde a pré-escola até o ensino médio e ajuda o país a ter um dos sistemas de ensino mais produtivos do mundo
Nas escolas da Finlândia, aprender a identificar notícias falsas e desinformação é tão importante quanto ciências ou matemática. O país europeu de 5,5 milhões de habitantes incluiu a disciplina de “alfabetização midiática” no currículo escolar desde as séries primárias.
Entre as atividades, professores pedem aos alunos que editem seus próprios vídeos e imagens – uma forma de fazê-los perceber como é fácil manipular informações. Eles também aprendem sobre o funcionamento dos algoritmos e como ler notícias. Juntos, os estudantes discutem como e quando artigos foram escritos e quais são os objetivos do autor.
“Só porque é uma coisa boa ou legal, não significa que seja verdadeira ou válida”, explicou Saara Martikka, professora da cidade finlandesa de Hameenlinna, ao jornal New York Times.
Em sala de aula, Martikka começa do básico: ensina a diferença entre o que os alunos veem no Instagram e no TikTok e o que está nos jornais. “Não há como entender notícias falsas ou desinformação se antes não souberem a diferença entre mídias sociais e jornalismo”, disse.
As professoras finlandesas contam que sentiram um claro declínio nas habilidades de compreensão de leitura nos últimos anos. A hipótese é que os alunos passam menos tempo sobre os livros e mais sobre videogames e vídeos.
Nas mídias eletrônicas, a demanda do processo cognitivo é menor, e os períodos de atenção tornam- se mais curtos, o que faz com que os jovens se tornem mais vulneráveis às notícias falsas ou não conquistem conhecimento suficiente para identificar informações enganosas.
Ainda que os estudantes tenham crescido com a mídia social, isso não é sinônimo de que saibam como identificar e se proteger da desinformação. Em 2022, um estudo da Universidade de Northumbria, do Reino Unido, apontou que a adolescência é o momento em que os jovens estão mais propensos a acreditar nas teorias da conspiração.
Os esforços das escolas da Finlândia têm dado resultados. O país ficou em primeiro lugar em resiliência contra a desinformação entre as 41 nações da Europa. Com um dos melhores sistemas educacionais do mundo, a Finlândia se destaca pelo quinto ano consecutivo na pesquisa da organização Open Society.
Na prática, a Finlândia tem um contexto que facilita a aplicação de um programa institucionalizado contra a desinformação. Por lá, o sistema de ensino público e professores são respeitados, há confiança no governo e a faculdade é 100% gratuita.
POSSA, J. Finlândia inclui disciplina de “combate à desinformação” nas escolas. Gizmodo/Uol. Disponível em: https://gizmodo. uol.com.br/finlandia-inclui-disciplina-de-combate-a-desinformacao- nas-escolas/amp/. Acesso em: 18 maio 2024. Adaptado.
Segundo as professoras finlandesas, o declínio da compreensão leitora nos últimos anos resultaria do(a)
- falta de incentivo à leitura nas escolas
- aumento do tempo passado nas redes sociais
- elevação dos transtornos de atenção entre os jovens
- predomínio das disciplinas de exatas nos currículos escolares
- desconhecimento sobre a organização do discurso jornalístico
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Gabarito
B
Comentário do professor
As professoras apontam que o declínio da compreensão leitora decorre do aumento do tempo passado nas redes sociais e em mídias eletrônicas: o texto afirma que os alunos "passam menos tempo sobre os livros e mais sobre videogames e vídeos" e diferencia conteúdos de Instagram/TikTok dos jornais.
Esse deslocamento reduz a exposição a leituras prolongadas e ao treino de inferência e coesão textual, habilidades fundamentais para entender textos complexos.
Além disso, o consumo rápido de conteúdos multimídia exige menor esforço no processo cognitivo e encurta os períodos de atenção, dificultando a leitura profunda e a retenção de informações.
Por isso, o aumento do tempo em redes e vídeos é indicado como causa do declínio na compreensão leitora.
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