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Questão FC242808

Texto I Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado pela Prefeitura em

Interpretação de Textos (Compreensão)

CESGRANRIO · 2019

Texto I

 

Projetos urbanísticos, patrimônios e conflitos

 

O Porto do Rio – Plano de Recuperação e Revitalização da Região Portuária do Rio de Janeiro foi divulgado pela Prefeitura em 2001 e concentrou diferentes projetos, visando a incentivar o desenvolvimento habitacional, econômico e turístico dos bairros portuários da Saúde, Gamboa e Santo Cristo. Em meados de 2007, quando se iniciou esse estudo sobre o Plano e seus efeitos sociais, a Zona Portuária já passava por um rápido processo de ressignificação perante a cidade: nos imaginários construídos pelas diferentes mídias, não era mais associada apenas à prostituição, ao tráfico de drogas e às habitações “favelizadas”, despontando narrativas que positivavam alguns de seus espaços, habitantes e “patrimônios culturais”.

 

Dentro do amplo território portuário, os planejadores urbanos que idealizaram o Plano Porto do Rio haviam concentrado investimentos simbólicos e materiais nos arredores da praça Mauá, situada na convergência do bairro da Saúde com a avenida Rio Branco, via do Centro da cidade ocupada por estabelecimentos financeiros e comerciais.

 

GUIMARÃES, R. A Utopia da Pequena África. Rio de Janeiro:

FGV, 2014, p. 16-7. Adaptado.

 

 

Segundo o Texto I, a Zona Portuária, até o início do século XXI, era vista como

  1. uma área desvalorizada social e urbanisticamente.
  2. uma mancha no cenário carioca de belezas naturais.
  3. uma região cercada de arranha-céus.
  4. um reduto dominado pelo crime organizado.
  5. um bairro histórico com poucas áreas habitáveis.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O texto associa a Zona Portuária, até o início do século XXI, a práticas sociais e condições urbanas negativas, como prostituição, tráfico de drogas e favelização.

Essas referências apontam para uma percepção pública de baixa valoração do lugar, tanto do ponto de vista social (estigma, marginalização) quanto do ponto de vista urbanístico (infraestrutura precária, ocupação irregular).

A iniciativa municipal de divulgar o Plano de Recuperação e Revitalização em 2001 e o foco de investimentos em áreas vizinhas à praça Mauá confirmam que a região era vista como alvo de intervenção para reverter essa desvalorização.

Logo, a leitura correta é que a área era considerada uma área desvalorizada social e urbanisticamente.

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