Questão FC242855
O futuro das cidades Em artigo publicado na imprensa brasileira, o representante regional para a América do Sul do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direito
Interpretação de Textos (Compreensão)
CESGRANRIO · 2018
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o representante regional para a América do Sul do Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse que um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urbana global porque, em 2050, 75% da população mundial estará concentrada nas cidades e boa parte dessa população viverá constrita em bairros marginais, sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e urbanismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma visão de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não ter integrado uma perspectiva de direitos humanos. Portanto, os compromissos assumidos na ocasião viraram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme desigualdade, os direitos humanos voltam à discussão. Desta vez, os estados têm a responsabilidade histórica de mostrar seu compromisso na matéria. Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas de direitos humanos e princípios de participação, transparência e prestação de contas, bem como não discriminação e respeito à diversidade. Só assim seremos capazes de planejar espaços em que as pessoas desfrutem do direito a viver sem discriminação, sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos, migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades seguras, em que a ordem e a segurança cidadã convivam com a liberdade de expressão e a manifestação pacífica; e em que seja possível convergir em atividades sociais e culturais sem suspeição ou susceptibilidade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América do Sul devem assumir o compromisso de construir as cidades do futuro onde seus povos vivam livres de penúrias e possamos exercer nossos direitos em igualdade de condições. Só assim seremos capazes de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/artigo-o-futuro- das-cidades.> Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com o texto, o principal aspecto a ser considerado na construção de uma agenda urbana global é a política de
- consumo sustentável
- direitos humanos
- discriminação social
- limpeza social
- mobilidade urbana
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Gabarito
B
Comentário do professor
O texto enfatiza que o desafio é construir centros urbanos com convivência sem discriminação e afirma que os direitos humanos voltam à discussão como eixo da ação estatal. Assim, a ideia central não é técnica (como mobilidade) nem econômica, mas normativa: garantir direitos fundamentais.
Ao citar a necessidade de definir normas e princípios como participação, transparência e prestação de contas, além de não discriminação e respeito à diversidade, o autor indica explicitamente que a agenda urbana global deve ser orientada por políticas de direitos humanos.
Portanto, inferimos do texto que o principal aspecto a considerar na construção dessa agenda é a promoção e proteção dos direitos humanos, condição necessária para cidades inclusivas e igualitárias.
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