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Questão FC242926

Súplica Cearense Oh! Deus, perdoe este pobre coitado Que de joelhos rezou um bocado Pedindo pra chuva cair sem parar Oh! Deus, será que o Senhor se zangou E só por isso o sol arret

Interpretação de Textos (Compreensão)

CESGRANRIO · 2015

Súplica Cearense


Oh! Deus, perdoe este pobre coitado
Que de joelhos rezou um bocado
Pedindo pra chuva cair sem parar


Oh! Deus, será que o Senhor se zangou
E só por isso o sol arretirou
Fazendo cair toda a chuva que há


Senhor, eu pedi para o sol se esconder um
tiquinho
Pedi pra chover, mas chover de mansinho
Pra ver se nascia uma planta no chão


Oh! Deus, se eu não rezei direito, o senhor me
perdoe
Eu acho que a culpa foi
Desse pobre que nem sabe fazer oração
Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos
de água
E ter-lhe pedido cheinho de mágoa
Pro sol inclemente se arretirar


Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o
inverno
Desculpe eu pedir para acabar com o inferno
Que sempre queimou o meu Ceará


MACEDO, W. A. (Gordurinha); NELINHO. Súplica cearense.
Intérprete: Luiz Gonzaga. In: LUIZ GONZAGA.
Eu e meu pai. São Paulo: RCA, p1979. 1 disco sonoro.
Lado 1, faixa 3.

 

Com base na leitura do Texto I, conclui-se que um

  1. nordestino rezou muito a Deus, pedindo que mandasse chuva para aliviar a seca, porém choveu mais do que o esperado.
  2. nordestino pede desculpas a Deus por ter rezado errado, pois ele deveria ter pedido mais sol e menos inverno.
  3. homem de São Paulo suplicou a Deus para que o sol voltasse um tiquinho, mas Deus mandou mais chuva.
  4. pobre coitado conta sobre uma súplica feita a Deus por um homem de Sergipe que não foi atendido porque não soube rezar, pedindo muita chuva e veio muito sol.
  5. pobre coitado pergunta a Deus se ele não pode mandar um pouco mais de sol e de chuva para que algumas plantinhas possam nascer no chão.
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Gabarito

A

Comentário do professor

O poema apresenta claramente um nordestino que rezou insistentemente pedindo chuva para amenizar a seca. Vemos isso na estrofe inicial: "Oh! Deus, perdoe este pobre coitado / Que de joelhos rezou um bocado / Pedindo pra chuva cair sem parar".

Em seguida, o emissor revela que queria uma chuva suave para brotar plantas: "Pedi pra chover, mas chover de mansinho / Pra ver se nascia uma planta no chão", o que mostra a intenção de um alívio moderado.

No entanto, o texto informa que a precipitação foi excessiva: "Fazendo cair toda a chuva que há", indicando que choveu mais do que o esperado.

Além disso, a menção a "sempre queimou o meu Ceará" confirma o quadro regional (cearense) e o motivo da súplica. Assim, a interpretação sintetiza-se em: rezou muito, pediu chuva, e veio chuva em demasia.

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