Questão FC244021
Muitas pessoas compartilharam vídeos nas redes sociais sobre como dormir mais rápido, evocando “cenários falsos”, como uma história romântica na qual você é o protagonista. Mas o q
Ortografia
IDECAN · 2024
Você está na cama, tentando dormir e seus pensamentos não param. Seu cérebro está ocupado fazendo planos detalhados para o dia seguinte, repetindo momentos vergonhosos (“por que eu disse isso ou aquilo?”) ou produzindo pensamentos aleatórios (“onde está minha certidão de nascimento?”).
Muitas pessoas compartilharam vídeos nas redes sociais sobre como dormir mais rápido, evocando “cenários falsos”, como uma história romântica na qual você é o protagonista. Mas o que a ciência diz sobre isso? O que pensamos antes de dormir tem alguma influência nas nossas noites de sono?
Pessoas que dormem bem dizem ter principalmente imagens sensoriais visuais ao adormecer (elas veem pessoas e objetos e têm experiências semelhantes às de um sonho).
Elas podem ter menos pensamentos organizados e mais experiências alucinatórias, como imaginar que estão participando de eventos do mundo real. Para pessoas com insônia, os pensamentos antes de dormir tendem a ser menos visuais e mais focados no planejamento e na resolução de problemas reais. Esses pensamentos são geralmente menos agradáveis e menos aleatórios em comparação com os de pessoas que dormem bem.
Pessoas com insônia também têm maior probabilidade de ficar estressadas com o sono quando tentam dormir, o que leva a um ciclo vicioso, já que fazem um esforço para tentar dormir e ficam ainda mais acordadas. Quem tem insônia frequentemente relata preocupação, planejamento ou pensamento em coisas importantes na hora de dormir. Elas também se concentram em problemas ou ruídos no ambiente e têm uma preocupação geral por não dormir. Infelizmente, toda essa atividade mental prévia pode impedir que você adormeça.
Um estudo revelou que pessoas que normalmente dormem bem podem ter problemas para cair no sono se estiverem estressadas com alguma coisa ao se deitar (como ter que fazer um discurso na manhã seguinte). Mesmo níveis moderados de estresse na hora de dormir podem afetar seu sono naquela noite.
Outro estudo com 400 jovens adultos investigou como programas e séries de TV podem afetar o sono. Os pesquisadores descobriram que níveis mais elevados de compulsão alimentar estão associados a uma pior qualidade do sono, mais fadiga e um aumento nos sintomas de insônia. A “excitação cognitiva”, ou ativação mental, desencadeada por uma narrativa interessante e identificação com personagens, também podem desempenhar um papel nesse sentido.
A boa notícia é que existem técnicas que você pode usar para mudar o estilo e o conteúdo dos seus pensamentos antes de dormir. Isso pode ajudá-lo a reduzir a excitação cognitiva noturna ou substituir pensamentos indesejados por outros mais agradáveis. Essas técnicas são chamadas de “reorientação cognitiva”.
A reorientação cognitiva, desenvolvida pelo psicólogo e pesquisador americano Les A. Gellis, consiste em se distrair com pensamentos agradáveis antes de dormir. São como os “cenários falsos” que as pessoas publicam nas redes sociais, mas o truque é pensar em uma situação que não seja tão interessante.
JACKSON, Melinda; MEAKLIM, Hailey. São Paulo: The Conversation Brasil /BBC News Brasil, 2023
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgl3vpk2rdgo (adaptado).
O Novo Acordo Ortográfico marca a padronização da ortografia entre países falantes da língua portuguesa. Considerando as regras da acentuação e do hífen, assinale a alternativa correta.
- O acento diferencial permanece em palavras homógrafas para diferenciar verbo e preposição.
- Palavras com o prefixo terminado em vogal diferente da vogal que inicia o segundo termo não tem hífen.
- O hífen é empregado em palavras como “pseudo-professor” porque o prefixo é terminado em vogal e o segundo termo começa com vogal ou qualquer consoante.
- O hífen é facultativo em palavras com o prefixo “co”. Como exemplo a palavra: co-organizar/ coorganizar.
- Palavras paroxítonas são acentuadas quando for ditongo aberto, como andróide e alcatéia.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A frase correta explica a regra do hífen quando o primeiro elemento é um prefixo que termina em vogal e o segundo elemento começa por outra vogal diferente.
Nesse caso não se usa hífen: os dois elementos se unem formando uma palavra simples, sem traço, pois as vogais distintas são escritas de seguida. Essa grafia busca maior fluidez e padronização.
Exemplos: autoescola, extraoficial, infraestrutura, semiaberto, autoajuda, anteontem. Em todos, o prefixo acaba em uma vogal diferente daquela que inicia o segundo termo, portanto não há hífen.
Memorize: vogal distinta → sem hífen. Essa é uma regra prática e recorrente nas provas sobre o Novo Acordo Ortográfico.
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