Questão FC244024
O texto seguinte servirá de base para responder à questão VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS Crianças que trabalham no processo de quebra da castanh
Ortografia
IDECAN · 2024
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS
Crianças que trabalham no processo de quebra da castanha-de-caju têm suas mãos queimadas e perdem suas digitais no processo.
O óleo presente na casca da castanha-de-caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha-de-Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas.
"O óleo LCC tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais", explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para o Ministério do Trabalho. O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas-de-caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre.
De acordo com a reportagem, as crianças começam cedo no trabalho, às 3 horas da manhã. O sol é muito forte no Sertão, o que dificulta o trabalho. O trabalho costuma ir até às 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.
O emprego de crianças na quebra da castanha-de-caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar.
Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.
O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2025, mas, mesmo com denúncias, situações como essa persistem.
Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/noticias/vitimas-trabalho-infantil-rn-cria ncas-chegam-a-perder-digitais/Adaptado.
"[...] ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar."
Assim como em cana-de-açúcar, há uma palavra hifenizada, conforme a ortografia oficial da língua portuguesa, na alternativa
- Ele deu o ponta-pé inicial na abertura dos jogos olímpicos.
- Bem-me-quer ou mal-me-quer”?
- Ele fica em um vai-vém danado e não decide.
- Existem muitos inescrupulosos sem-vergonha na máfia.
- Ele cresceu desafiado a ter personalidade, a ser o manda-chuva.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Sem-vergonha é uma palavra composta formada pela preposição sem + o substantivo vergonha. Nesses compostos que exprimem privação ou ausência (ou seja, "sem X"), a norma ortográfica exige o uso do hífen para registrar a união lexicalizada das duas partes.
Regra prática: quando o primeiro elemento é a preposição sem e ela antecede um substantivo ou adjetivo para formar um composto de sentido unitário, escreve‑se com hífen. Exemplos consagrados: sem-terra, sem-teto, sem-abrigo.
Portanto, a grafia sem-vergonha está correta porque mantém o hífen na composição preposição + substantivo, formando um termo único de sentido específico.
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