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Furacão Ian: por que água da Baía de Tampa recuou antes da chegada da tempestade O poderoso furacão Ian não só levou ventos e chuvas fortes para a costa oeste da Flórida, como tamb

Morfologia

IDECAN · 2022

Furacão Ian: por que água da Baía de Tampa recuou antes da chegada da tempestade

 

O poderoso furacão Ian não só levou ventos e chuvas fortes para a costa oeste da Flórida, como também causou um fenômeno curioso conhecido como maré de tempestade reversa ou negativa.

 

Isso fez com que a água do mar desaparecesse da Baía de Tampa e de outras áreas na manhã de quarta-feira (28 de setembro), pouco antes de o ciclone de categoria 4 atingir terra firme com ventos de até 240 km/h.

 

Fotos publicadas nas redes sociais mostravam a areia molhada da baía que restou, uma vez que a água “desapareceu”. Várias pessoas que passavam por ali se aventuraram a se aproximar e caminhar sobre as algas que ficaram expostas.

 

O Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos (EUA) compartilhou uma imagem do ocorrido, emitindo um alerta. “Nota importante: a água vai voltar. Não tente caminhar ali, nem em qualquer outro lugar em que a água tenha recuado”.

 

Mais tarde, a água não só retornaria, como voltaria com ondas “catastróficas”, conforme o Centro Nacional de Furacões havia alertado.

 

A última vez que uma maré de tempestade negativa foi registrada em Tampa foi em 2017, durante a passagem do furacão Irma, que também atingiu os EUA com categoria 4. Para entender por que isso acontece, é preciso prestar atenção em diversos fatores, como a estrutura do furacão e seus ventos.

 

Os ventos dos ciclones tropicais, quando se formam ao norte do Equador, circulam no sentido anti-horário, ou seja, da direita para a esquerda.

 

A costa oeste da Flórida está localizada na direção oposta da rotação do ciclone. Por isso, nas áreas ao norte do furacão, isso faz com que a água recue para o oceano devido à força dos ventos. Em contrapartida, nas áreas ao sul, os ventos do ciclone fazem com que a água do oceano entre em forma de maremoto.

 

De acordo com o meteorologista José Álamo, do Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA, quando a maré de tempestade negativa acontece, costuma haver uma “maré baixa” antes da chegada do ciclone. “Quando a água recua, significa que o furacão está a caminho”, diz ele. No entanto, o próprio movimento dos ventos do furacão, ao se deslocar por uma área, leva a uma mudança de direção: o que estava indo em uma direção, quando o ciclone muda de posição, retorna no sentido oposto.

 

Então, quando a área que estava ao norte do furacão passa a se encontrar ao sul, acontece o mesmo, mas na direção oposta.

 

É o que chamamos de ressurgência ou inundação costeira do furacão. Também acontece quando o furacão se afasta do local em que as águas recuaram, uma vez que estas podem retornar lentamente, à medida que o sistema tropical deixar a área.

 

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-63072324. Acesso em: 29 ago. 2022. (Adaptado.)

 

Em Língua Portuguesa, o plural dos substantivos terminados em ão são formados de três maneiras.

 

Assinale a alternativa em que as palavras elencadas seguem a mesma regra.

  1. capitão; posição
  2. bênção; rotação
  3. furacão; vulcão
  4. atenção; pão
  5. posição; órfão
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

As palavras furacão e vulcão pertencem ao grupo de substantivos terminados em -ão cuja forma de plural se faz com a terminação -ões.

Gramaticalmente, ambas são palavras oxítonas — a sílaba tônica recai sobre «-ão» — e, nesse padrão, o plural substitui «-ão» por «-ões», originando furacões e vulcões.

É importante notar que o sufixo -ões mantém a vogal nasalizada característica do singular e ajusta a marca de número sem alterar a base lexical.

Portanto, a alternativa está correta porque ambas as palavras seguem a mesma regra de pluralização: substituição de «-ão» por -ões.

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