Questão FC244216
O texto seguinte servirá de base para responder à questão VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS Crianças que trabalham no processo de quebra da castanh
Morfologia
IDECAN · 2024
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS
Crianças que trabalham no processo de quebra da castanha-de-caju têm suas mãos queimadas e perdem suas digitais no processo.
O óleo presente na casca da castanha-de-caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha-de-Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas.
"O óleo LCC tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais", explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para o Ministério do Trabalho. O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas-de-caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre.
De acordo com a reportagem, as crianças começam cedo no trabalho, às 3 horas da manhã. O sol é muito forte no Sertão, o que dificulta o trabalho. O trabalho costuma ir até às 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.
O emprego de crianças na quebra da castanha-de-caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar.
Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.
O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2025, mas, mesmo com denúncias, situações como essa persistem.
Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/noticias/vitimas-trabalho-infantil-rn-cria ncas-chegam-a-perder-digitais/Adaptado.
"[..] corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas." O verbo ressaltado, transposto para a segunda pessoa do plural do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, está corretamente realçado em
- vós corroíeis a pele.
- vós corroeríeis a pele.
- vós corroerdes a pele.
- vós corroereis a pele.
- vós corroêreis a pele.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Verbo: o emprego destacado no texto pertence ao infinitivo corroer (significa “desgastar, corroer”).
Tempo e modo: o pretérito mais-que-perfeito do indicativo sintético indica ação anterior a outra também passada.
A forma para a segunda pessoa do plural é vós corroêreis.
Formação: junta-se a raiz a desinência “-reis” de vós. Mantém-se o hiato entre o “o” final da raiz e o “e” da desinência; por isso aparece o acento circunflexo em “ê” para marcar a pronúncia e a sílaba tônica: corro‑ê‑reis.
Portanto, vós corroêreis a pele é a flexão correta exigida pela questão.
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