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Questão FC244280

Texto para a questão. Artigo de Opinião: Democratização da leitura ainda é desafio no Brasil Ler é um dos hábitos mundiais mais antigos e tradicionais, mesmo que por muito tempo ap

Morfologia

IDECAN · 2023

Texto para a questão.

 

Artigo de Opinião: Democratização da leitura ainda é desafio no Brasil

 

Ler é um dos hábitos mundiais mais antigos e tradicionais, mesmo que por muito tempo apenas uma pequena parcela da população conseguisse acesso ao material e tivesse formação para interpretar as palavras e mensagens escritas. No decorrer dos anos, as condições foram melhorando, todavia a verdade é que ainda existe um longo caminho a ser percorrido para a democratização da leitura.

 

Quantas pessoas você conhece com o hábito de ler e consumir livros com frequência? Geralmente poucas, e é possível perceber esse fato nas estatísticas, como a que apontou 44% dos brasileiros sem o costume de ler e que 30% nunca compraram um único livro na vida. Por outro lado, uma pesquisa da Retratos da Literatura no Brasil apontou que mais de cem milhões de brasileiros se dedicam à leitura de alguma forma, sendo que o conteúdo da Bíblia e jornais são os mais consumidos.

 

Infelizmente, a média de leitura nacional anual é de apenas 4 livros, enquanto em outros países, como a França, o número seria cinco vezes maior, com 21 livros.

 

Vários fatores colaboram para esses baixos números brasileiros, como o valor elevado dos livros, excluindo uma parcela da população de seu direito de consumi-los livremente. A situação é que muitas pessoas que antes poderiam possuir o hábito passam a perdê-lo, ao colocar na balança as suas prioridades, como a alimentação e saúde, entre outras contas em casa. Além disso, lamentavelmente, também muitas outras pessoas, de classes sociais mais baixas, nunca tiveram oportunidade ou estímulo para criar esse hábito.

 

Dessa forma, como passar o costume para os filhos, uma vez que nem os pais conseguem cultivá-lo?I) Destaca-se que, apesar de diversas cidades também não possuírem uma livraria, a situação pode ser compensada com as bibliotecas públicas ou em salas de leitura nas escolas. Contudo, nem todas as cidades brasileiras contam com um equipamento cultural literário disponível para o públicoII).

 

A escola se torna um dos principais espaços para fomentar o interesse pela leitura, principalmente entre as crianças em fase de alfabetização, que devem exercitar esse hábito para se tornar futuras leitoras. Porém, ainda é preciso pensar para além do ambiente escolar.

 

Após a escola, como os jovens apaixonados por livros, mas com uma realidade financeira mais apertada, terão acesso à leitura? Com certeza, uma das soluções está nos eventos literários, como as bienais, envolvendo os alunos das redes pública e particular de ensino e suas famílias.

 

Os projetos, como a Feira Literária de Tiradentes (Fliti), de 25 a 29 de outubro, no Centro Histórico da cidade de Tiradentes, em Minas Gerais, são exemplos de iniciativas a serem seguidas. Afinal, estudantes e professores têm contato com milhares de livros a baixo custo, rodas de conversas envolvendo escritores e espetáculos literários e inclusive é possível também fazer empréstimos de livros gratuitamente, durante a diversificada programação.

 

Cristina Figueiredo. Idealizadora e diretora da Fliti (Feira Literária de Tiradentes), de 25 a 29 de outubro, na cidade histórica mineira Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/democratizac-o-da-leitura-ainda-e-desafio-no-brasil-1.979320 Publicado em 13. set. 2023. (Texto adaptado).

 

A partícula “a” pode exercer diferentes funções gramaticais no texto a depender de sua posição e da relação que estabelece com o termo antecessor e posterior a ela na oração. Em “Geralmente poucas, e é possível perceber esse fato nas estatísticas, como a que apontou 44% dos brasileiros sem o costume de ler...” , a partícula “a”, em destaque, está desempenhando função de

  1. preposição.
  2. artigo definido.
  3. conjunção integrante.
  4. pronome demonstrativo.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Pronome demonstrativo: nessa frase o termo a retoma um referente mencionado antes (estatísticas) e aponta para uma parcela específica delas — isto é, equivale a “aquela”. Substituindo: “...como a(=aquela) que apontou 44%...”, o sentido se mantém.

Funciona, portanto, como elemento de coesão anafórica, estabelecendo vínculo entre o substantivo anterior e a oração relativa introduzida por que (que apontou 44%...), identificando qual estatística é citada.

Observação sintática: embora o antecedente esteja no plural (estatísticas), o demonstrativo aparece no singular porque remete a uma unidade específica do conjunto — “a estatística que apontou...”.

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