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Questão FC244331

No período acima, há quantas ocorrências de preposição?

Morfologia

IDECAN · 2022

Texto I

 

Três anos após tragédia, adoecimento mental preocupa Brumadinho (MG)

 

Três anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, a população de Brumadinho, em Minas Gerais, ainda lida com os transtornos psicológicos deixados pela tragédia.

 

Segundo levantamento da prefeitura da cidade, o consumo de medicamentos ansiolíticos e antidepressivos cresceu na cidade desde a tragédia. Em 2021, o uso desse tipo de remédio foi 31,4% maior que em 2018, ano anterior ao rompimento da barragem.

 

Para alguns medicamentos, como a sertralina, utilizada no tratamento de depressão, a distribuição teve um aumento de 103% em 2021, em relação a 2018.

 

Outro elemento de atenção são os casos de tentativa de suicídio e automutilação. Em 2018, foram registrados 27 casos na cidade. Nos anos seguintes, houve um aumento nesse tipo de ocorrência, sendo registrados 50 casos em 2019, 47 casos em 2020 e 146 casos em 2021.

 

De acordo com Eduardo Callegari, secretário de saúde de Brumadinho, os casos de violência doméstica e familiar também aumentaram nos últimos anos. Além disso, o consumo de álcool e drogas é outro ponto de atenção para a administração da cidade.

 

"O impacto da tragédia é muito mais amplo e duradouro do que as pessoas imaginam", afirma Callegari.

 

De acordo com a psicóloga Aline Dutra de Lima, por ser algo inesperado para a população, esse tipo de tragédia pode fazer com que pessoas que lidam com problemas psicológicos tenham momentos de crise intensificados.

 

Aline coordenou a equipe de psicólogos da ONG NaAção em Brumadinho após o rompimento da barragem. Em sua atuação ela também percebeu o aumento das tentativas de suicídio e do índice de medicalização da população de Brumadinho.

 

Segundo ela, após um tempo, as pessoas começam a voltar a suas vidas normais, mas esse processo pode ser lento devido ao luto envolvido.

 

A ONG desenvolveu ações como fornecimento de terapia e grupos terapêuticos, oficinas e cursos profissionalizantes para a população. Segundo a psicóloga, um fator que ajuda na superação desse tipo de situação é a união da comunidade em um sentimento de retomada.

 

Além disso, outro elemento importante, e muitas vezes negligenciado pelo poder público e pelas pessoas, é a prevenção da saúde mental.

 

"Falta incentivo para a prevenção. Infelizmente, não tem em grande escala. Ainda existe um preconceito muito grande em relação à saúde mental e à busca por ajuda de psicólogos e psiquiatras", afirma Aline.

 

Desde o rompimento da barragem, em janeiro de 2019, a prefeitura também ampliou os atendimentos psicológicos e psiquiátricos na cidade. Os serviços são disponibilizados em todas as unidades de saúde da família, bem como nos centros de atenção psicossocial.

 

“Ampliamos o número de profissionais na rede, para conseguir atender a demanda do município. A gente não tem uma previsão de quando vai conseguir controlar essa situação no município porque as pessoas ainda sentem isso até hoje. E não apenas as pessoas que perderam familiares; de certa forma, atingiu a cidade como um todo", afirma o secretário de saúde.

 

O levantamento sobre o uso de medicamentos controlados é utilizado como uma forma de monitoramento da situação.

 

Segundo a prefeitura, não há pretensão de redução desses serviços. De acordo com o secretário, apesar do aumento na demanda, a prefeitura tem conseguido manter o fornecimento das medicações com recursos próprios.

 

Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.

 

(Isac Godinho. Folha de S.Paulo. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2022/01/tres-anos-apos-

tragedia-adoecimento-mental-preocupa-brumadinho-mg.shtml?origin=folha. Janeiro de 2022.)

 

Segundo ele, um exemplo para as ações de atenção à saúde mental é a cidade de Mariana, que mais de seis anos após o rompimento da barragem ainda demanda cuidados com a assistência psicológica da população.

 

No período acima, há quantas ocorrências de preposição?

  1. Seis.
  2. Nove.
  3. Sete.
  4. Oito.
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Gabarito

B

Comentário do professor

Na frase apresentada, a contagem correta é nove preposições.

Identificam-se as preposições: para (um exemplo para as ações), de (ações de atenção), à (atenção à saúde — à = a + a), de (cidade de Mariana), de (mais de seis anos), após (mais de seis anos após o rompimento), da (rompimento da barragem — da = de + a), com (cuidados com a assistência) e da (assistência psicológica da população).

Observe que formas contraídas (à, da) mantêm a preposição como elemento contável, pois resultam da junção de preposição + artigo.

Por fim, a palavra Segundo não foi contada aqui, pois funciona como elemento de conformidade/introdução e não como preposição na análise proposta.

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