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Texto Há muitos séculos, as narrativas dos deuses e deusas nórdicas têm fascinado o mundo ocidental, seja em manifestações artísticas ou em narrativas literárias. Mesmo o Brasil já

Morfologia

IDECAN · 2024

Texto

 

Há muitos séculos, as narrativas dos deuses e deusas nórdicas têm fascinado o mundo ocidental, seja em manifestações artísticas ou em narrativas literárias. Mesmo o Brasil já apresentava certo interesse nessa temática, visto o envolvimento de alguns acadêmicos do Império e da Primeira República com as deidades nórdicas – a exemplo do naturalista João Barbosa Rodrigues e sua busca pelos “filhos de Odin” na Amazônia.

 

Na década de 1950, o escritor paulista Owen Mussolin – mais conhecido como Esopinho – já escrevia obras de popularização sobre Mitologia Nórdica. Mais recentemente, o sucesso do Dicionário de Mitologia Nórdica, publicado pela editora Hedra, demonstra a imensa atração que o público ainda mantém em conhecer mais profundamente o universo que envolve as narrativas míticas da Escandinávia.

 

Em se tratando de um estudo sobre mitologia, obviamente, temos que definir o que é mito. Uma tarefa nada fácil, visto que existem dezenas de definições, de conceitos e perspectivas teóricas. De nossa parte, somos inclinados a não tomar parte de um referencial fenomenológico. Ou seja, não compartilhamos da visão de que existe uma essência humana universal, atemporal, que constitui a base de todos os mitos em todos os lugares e épocas. Em nossa concepção, os mitos devem ser percebidos em um referencial histórico e ao mesmo tempo, cultural.

 

Neste sentido, os mitos são narrativas (orais, literárias ou visuais), acerca de deuses, heróis, monstros, origem do mundo ou elementos da natureza. São estruturas de sentido, porque tem a função de explicar o mundo dos humanos, dos deuses e do cosmos. Podem ter conotação religiosa ou alguma ligação com o “sagrado”, mas não necessariamente.

 

Em Português o melhor recurso bibliográfico é o Dicionário de Mitologia Nórdica: símbolos, mitos e ritos, publicado pela editora Hedra em 2005. Contando com a participação de vinte e dois pesquisadores nacionais e estrangeiros, é composto por duzentos e dez verbetes e mais de quarenta ilustrações. O dicionário detalha amplamente os mais variados deuses, deusas, narrativas, localidades, fontes primárias, temas, símbolos e sagas, apresentando em cada verbete indicações bibliográficas atualizadas.

 

Além dele, há ainda alguns sites que servem como fonte de pesquisa, como o Germanic Mythology – que fornecem ampla variedade de documentos para pesquisa, de obras analíticas desde o século XVIII até a atualidade, dicionários e ferramentas linguísticas, narrativas e imagens artísticas – e o The Norse Mythology Blog – outro site com arquivos e seções interessantes. Já em Português, o melhor recurso online é o site do NEVE (Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos) com acesso a diversos livros, artigos, eventos, dissertações e teses, periódicos e ensaios sobre Mitologia Nórdica.

 

Fonte: https://www.livrosvikings.com.br/noticia/uma-introducao-as-fontes-da-mitologia-nordica. (adaptado)

 

Tendo em vista que a classificação de uma palavra depende do contexto na frase, o termo em destaque na sentença “segundo a pesquisa, 59% das pessoas acreditam que teremos computadores e robôs interagindo com seres humanos em casa e no trabalho em 2050” apresenta a mesma classe gramatical e o mesmo sentido em:

  1. Marte é o segundo destino escolhido por brasileiros.
  2. O robô informou ao seu dono que chegará em um segundo.
  3. Em 2050, segundo especialistas, as pessoas terão robôs para ajudar em casa.
  4. O computador é o segundo bem de consumo mais adquirido no mundo.
  5. O evento sobre a interação entre robôs teve o segundo maior público.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Na frase apresentada, a opção escolhida “Em 2050, segundo especialistas, as pessoas terão robôs para ajudar em casa.” usa segundo com a mesma função e sentido do enunciado original.

Aqui segundo atua como preposição (muitas vezes chamada de “preposição acidental”), pois introduz um sintagma nominal — “especialistas” — que indica a fonte ou referência da informação, equivalente a de acordo com.

Não está introduzindo oração subordinada (o que caracterizaria conjunção) nem indicando ordem numérica; sua função é organizar o enunciado como adjunto adverbial de conformidade, isto é, marcar a conformidade da proposição com a opinião ou dados de quem é citado.

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