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Questão FC244653

Combate à evasão escolar exige compromisso público CONHECIMENTOS COMUNS No mês passado, foram divulgados os dados do Censo Escolar da Educação Básica 2023 e da Pesquisa Nacional po

Sintaxe

IDECAN · 2024

Combate à evasão escolar exige compromisso público CONHECIMENTOS COMUNS

 

No mês passado, foram divulgados os dados do Censo Escolar da Educação Básica 2023 e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2023 (Pnad), realizada pelo IBGE.

 

Segundo a Pnad, mesmo com sinais de melhora em alguns indicadores, aproximadamente 8,8 milhões de jovens de 18 a 29 anos não completaram o ensino médio e não estão inscritos em nenhuma instituição de ensino básico (educação infantil, ensino fundamental e ensino médio). Considerando todas as idades, o país tem mais de 68 milhões de pessoas sem formação básica.

 

Dados do Censo Escolar indicam que o ensino médio é o nível com maior índice de evasão. Entre 2020 e 2021, 7% dos estudantes do 1º. ano do ensino médio deixaram a escola, e 4,1% foram reprovados. Além disso, entre 2022 e 2023, observou-se uma queda de 7% nas matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

 

Esses dados alertam para a necessidade urgente de políticas voltadas para a retenção de jovens e adolescentes nos anos finais. Um estudo do Instituto Ayrton Senna afirma que a reprovação é um dos principais motivos para o abandono dos estudos na educação básica, mas há outros fatores a serem observados, tais como a falta de transporte, vestuário, alimentação e material para estudos.

 

Entre os possíveis prejuízos decorrentes dessa alta taxa de evasão estão desde o despreparo profissional – e consequente dificuldade para arrumar emprego – até problemas de saúde mental, complementa a pesquisa. Segundo o IBGE, o índice de desemprego entre jovens periféricos chegou a 23% em 2022.

 

Diante da persistência das desigualdades educacionais, organizações da sociedade civil vêm promovendo iniciativas para apoiar jovens nessa faixa etária a encontrar caminhos para se desenvolver, seja por meio da educação e oferecimento gratuito de tecnologias, seja pelo incentivo a processos educativos e construção de conhecimento comunitário em regiões periféricas urbanas e rurais do país.

 

O Programadores do Amanhã, por exemplo, uma iniciativa criada em 2019 por Cleber Guedes, tem o objetivo de apoiar jovens periféricos de todo o Brasil que desejem ingressar na área de tecnologia. Para impulsionar o crescimento profissional desses jovens, o projeto conta com processos de ensino de programação, aulas de inglês e acompanhamento psicológico. Além disso, o coletivo cria conexões entre seus alunos e o mercado de trabalho.

 

O programa já formou mais de 300 jovens em todo o país, tendo gerado mais de R$ 1 milhão em renda. A idade média de conquista de emprego para os estudantes do programa é 18 anos, e sua remuneração média é de cerca de R$ 3.600, ou seja, mais de dois salários mínimos, o que representa uma elevação média de 245% na renda familiar dos alunos. Para 2024, a previsão é formar mais 300 jovens.

 

Em outra vertente, a Fundação 1 Bi, instituição social que nasceu em 2019 com o objetivo de utilizar o poder das ferramentas digitais para promover novas oportunidades aos jovens brasileiros, atua diretamente com jovens em situação de vulnerabilidade por meio do AprendiZAP.

 

A iniciativa oferece ferramentas aos professores de escolas públicas para que encontrem novas estratégias para despertar a atenção dos estudantes, com mais de 10 mil conteúdos e atividades disponíveis de forma gratuita, auxílio na construção de planos de aulas de acordo com a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), metodologias ativas que inserem o estudante no centro da aprendizagem e uso de inteligência artificial em sala de aula.

 

Mas, ainda que a tecnologia possa ser um caminho para reduzir desigualdades, não conseguiremos ter o impacto que desejamos com ações isoladas. Para alavancar o desenvolvimento dos estudantes e reduzir a evasão escolar, é preciso haver investimentos em políticas públicas que aliem o uso da tecnologia a programas sociais.

 

(Kelly Baptista. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/desigualdades/2024/03/combate-aevasao- escolar-exige-compromisso-publico.shtml.16.mar.2024)

 

Leia o trecho:

 

“Diante da persistência das desigualdades educacionais (1), organizações da sociedade civil vêm promovendo iniciativas para apoiar jovens nessa faixa etária a encontrar caminhos para se desenvolver, seja por meio da educação e oferecimento gratuito de tecnologias (2), seja pelo incentivo a processos educativos e construção de conhecimento comunitário (3) em regiões periféricas urbanas e rurais do país”.

 

Em 1, 2 e 3, respectivamente, os termos desempenham função sintática de

  1. adjunto adnominal, adjunto adnominal e complemento nominal.
  2. adjunto adnominal, adjunto adnominal e adjunto adnominal.
  3. complemento nominal, complemento nominal e complemento nominal.
  4. complemento nominal, complemento nominal e adjunto adnominal.
  5. adjunto adnominal, complemento nominal e complemento nominal.
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Gabarito

Errado

Comentário do professor

A sequência correta é: adjunto adnominal, complemento nominal e complemento nominal.

No trecho 1, “das desigualdades educacionais” relaciona‑se a persistência (substantivo abstrato) mas traz a noção de ação/estado exercido pelas desigualdades: as desigualdades persistem. Não há ideia de passividade exigida pela regência, portanto o termo caracteriza e determina o substantivo — função de adjunto adnominal.

Nos trechos 2 e 3, “de tecnologias” e “de conhecimento comunitário” estão ligados a substantivos abstratos (oferecimento, construção) e exigem preposição. Há claramente ideia de passividade: as tecnologias são oferecidas; o conhecimento é construído. Assim, ambos atuam como complemento nominal, preenchendo a regência do nome.

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