Questão FC244700
Estudo aponta aumento de 13,5% em mortes no trânsito A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes cresceu 2,3% em uma década A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, em 2010,
Sintaxe
IDECAN · 2024
Estudo aponta aumento de 13,5% em mortes no trânsito
A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes cresceu 2,3% em uma década
A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou, em 2010, a campanha “1ª Década de Ação pela Segurança no Trânsito” para conscientizar os países a adotar medidas e reduzir em 50% a mortalidade no trânsito até 2020. Nesta quarta-feira (2/8), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou o levantamento “Balanço da 1ª década de ação pela segurança no trânsito no Brasil e perspectivas para a 2ª década”. Entre 2010 e 2019, o Brasil registrou um aumento de 13,5% nas mortes (em números absolutos) no trânsito, em relação à década anterior, com uma taxa de mortalidade por 100 mil habitantes que cresceu 2,3% neste período, mostrando resultados bastante frustrantes em relação à meta global estipulada pela ONU.
Os pesquisadores do Ipea, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho e Erivelton Pires Guedes, são os autores do estudo que avaliou a mortalidade no trânsito e as políticas adotadas no país. Os acidentes com motocicleta foram os responsáveis pelo crescimento das mortes, que dobraram entre as duas décadas analisadas. No entanto, houve redução na quantidade de óbitos por atropelamentos e casos envolvendo automóveis, mantendo o índice estável.
Os pesquisadores utilizaram informações extraídas do Datasus, plataforma do Ministério da Saúde, e de ocorrências em rodovias registradas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) entre 2010 a 2019. Como 2020 foi um ano atípico devido à pandemia de Covid-19, os autores optaram por trabalhar com dados da década considerando o período de 2010 a 2019, tomando como base de comparação os anos de 2000 a 2009. No Brasil, entre 2010 e 2019, ocorreram cerca de 392 mil mortes em acidentes de transporte terrestre, incluindo atropelamentos, sinistros com bicicletas, motocicletas, automóveis, caminhonetes, caminhões, ônibus, veículos de serviço e fora de estrada.
Os pesquisadores identificaram que, a partir de 2014, houve forte queda na taxa de mortalidade, coincidindo com a intensidade da crise econômica pré-impeachment. Os acidentes de trânsito são bastante sensíveis às condições econômicas, pois cada vez que a economia cresce, aumenta o trânsito de mercadorias e pessoas nas vias.
As regiões Nordeste e Norte concentraram o maior crescimento do número de mortes, com cerca de 45% de aumento nos óbitos. A morte de usuários de motocicleta cresceu cerca de 150% em relação à década anterior. O crescimento da frota de automóveis e motocicletas contribuiu para o aumento da mortalidade nessas regiões. As regiões Sul e Sudeste apresentaram queda de 1,5% e 2,8%, respectivamente, enquanto a Região Centro-Oeste registrou alta de 14% nas mortes.
Disponível em https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13899-
estudoaponta- aumento-de-13-5-em-mortes-no-transito. Acesso em 15.jan.2023. Adaptado.
No período “[...] são os autores do estudo que avaliou a mortalidade no trânsito [...]”, a oração destacada é tipificada como
- oração subordinada adverbial causal.
- oração subordinada adjetiva restritiva.
- oração subordinada adverbial consecutiva
- oração subordinada substantiva objetiva direta.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A frase destacada é uma oração subordinada adjetiva restritiva. Isso porque o pronome que retoma o substantivo estudo e exerce a função de pronome relativo, ligando a oração subordinada ao antecedente.
Ela especifica/identifica exatamente qual estudo se trata — ou seja, traz informação essencial para delimitar o referente. Sem essa oração, o sentido ficaria incompleto ou mais vago: o leitor não saberia a que estudo os autores pertencem.
Característica prática: a oração é integrante da identificação do substantivo e não pode ser isolada por vírgulas, pois sua remoção alteraria o sentido da frase.
Portanto, pela presença do pronome relativo e pela função de restrição/identificação do antecedente, classifica‑se corretamente como oração subordinada adjetiva restritiva.
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