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Questão FC244718

Texto para a questão. Memória muscular: saiba quanto tempo o corpo leva para esquecer o treino Entenda o motivo que faz a volta ao treino demorar mais do que você gostaria para con

Sintaxe

IDECAN · 2024

Texto para a questão.

Memória muscular: saiba quanto tempo o corpo leva para esquecer o treino  

 

Entenda o motivo que faz a volta ao treino demorar mais do que você gostaria para conseguir levantar os mesmos pesos.

 

Quando nunca treinamos, é difícil começar; mas, quando retornamos à academia após um tempo parado, a sensação é de que o corpo responde melhor e mais rápido, fazendo com que o recomeço não seja tão difícil ou frustrante. Poderia ser a chamada “memória muscular” – mas os músculos, na verdade, não têm memória. O que chamamos disso é uma junção de fatores musculares e neurais, registrados pelo sistema nervoso, que tendem a facilitar a retomada do exercício, mesmo após algum tempo sem treinar.

 

Uma vez que o seu corpo já experimentou um movimento e já esteve na condição de melhor forma física, o organismo conhece o caminho neural de produção de substâncias necessárias e até de conhecimento de treino, conta doutora em neurociências e comportamento pelo Instituto de Psicologia (IP), da Universidade de São Paulo (USP), Andrea Peterson Zomignani.

De acordo com a pesquisa publicada na revista Cell Physiology neste ano, existem evidências de que o tecido muscular pode ser “preparado” por experiências anteriores positivas com o treinamento de força. Essa preparação pode aumentar as capacidades adaptativas a um estímulo posterior, mesmo após longos períodos longe da academia, explica João Paulo Manechini, coordenador do curso de Educação Física do Centro Universitário Estácio de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

 

“Essa experiência positiva auxilia no processo hipertrófico e no ganho de força, mas muito mais relacionado a um aspecto coordenativo (neuromuscular) do que exclusivo do músculo em si”, afirma Manechini.

 

As adaptações positivas do corpo levam algumas semanas para que a memória muscular seja “gravada”. Ou seja, não adianta treinar uma semana e esperar que o cérebro mande informações declaradas para os músculos crescerem, sendo que você treinou por apenas pouco tempo e fez poucas repetições.

 

Um estudo da Universidade de Brown, nos Estados Unidos, publicado na Frontiers in Physiology, mostrou que essas adaptações neuromusculares positivas acontecem em um período médio de quatro semanas.

 

E também não vale ficar meses sem ir à academia e querer que o cérebro mande rapidamente as instruções para os músculos crescerem. O efeito do “destreinamento” é muito mais rápido do que o treinamento.

 

O mesmo estudo de Brown apontou que a partir de 2 semanas de inatividade, perdas neuromusculares (massa e força muscular) começam a ocorrer, e tornam-se mais acentuadas à medida que o sedentarismo se prolonga, podendo influenciar, inclusive, os aspectos coordenativos e de aprendizado. “Em doze semanas já é possível, sem nenhum tipo de treinamento, o corpo já voltar a um estado próximo ao pré-treino, a nível de memória”, conta Andrea. Assim como a gente não esquece como andar de bicicleta, não é como se voltássemos para a academia sem saber ligar a esteira, mas a resposta do corpo já é menor.

 

Os especialistas ainda destacam que experiências negativas atrapalham o retorno ao treino, pois nosso corpo possui mecanismos que fazem com que ele “queira evitar” experiências que levaram a um trauma anterior.

 

Movimentos ou exercícios que geram dor, desconforto ou te causaram algum tipo de lesão mais severa, podem ser registrados como “lembranças ruins” e, portanto, responder mal aos estímulos.

 

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/memoria-muscular-saiba-quanto-tempo-o-corpo-leva-para-esquecer-o-treino/

 

“Quando nunca treinamos, é difícil começar; mas, quando retornamos à academia após um tempo parado, a sensação é de que o corpo responde melhor e mais rápido (...)”.

 

Assinale a alternativa que contém a correta classificação das orações presentes no período acima:

  1. Subordinada adverbial condicional; coordenada assindética; subordinada adverbial temporal; coordenada assindética; subordinada substantiva completiva nominal.
  2. Subordinada adverbial condicional; coordenada assindética; subordinada adverbial temporal; coordenada sindética adversativa; subordinada substantiva predicativa.
  3. Subordinada adverbial temporal; coordenada assindética; subordinada adverbial temporal; coordenada assindética; subordinada substantiva predicativa.
  4. Subordinada adverbial temporal; coordenada assindética; subordinada adverbial temporal; coordenada sindética adversativa; subordinada substantiva completiva nominal.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A sequência indicada identifica cada oração pela FUNÇÃO sintática e pelo vínculo conjuncional.


“Quando nunca treinamos” é oração subordinada adverbial temporal, pois inicia-se por quando (conjunção temporal) e indica circunstância de tempo.


“É difícil começar” é tratada como oração coordenada assindética: é uma oração independente, sem conjunção ligando-a à seguinte (separa‑se por ponto e vírgula), funcionando como enunciado principal em relação à subordinada temporal inicial.


“Quando retornamos à academia após um tempo parado” é outra oração subordinada adverbial temporal, também introduzida por quando, marcando tempo.


“Mas, a sensação é” forma a oração coordenada sindética adversativa, pois começa por mas, conjunção que expressa contraste.


“De que o corpo responde melhor e mais rápido” completa o sentido do substantivo sensação, portanto é oração subordinada substantiva completiva nominal (função de complemento nominal).

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