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Questão FC244789

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. Proteger quem defende o ambiente Brasil ocupa de novo o segundo lugar no ranking de ambientalistas assassinados; é precis

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

IDECAN · 2024

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Proteger quem defende o ambiente


Brasil ocupa de novo o segundo lugar no ranking de
ambientalistas assassinados; é preciso celeridade da
Justiça em conflitos fundiários e na punição de
criminosos, além de garantia dos direitos dos povos
indígenas


Enquanto o Brasil arde em incêndios florestais, dados mostram um cenário violento contra aqueles que defendem o ambiente no país.


Segundo relatório da ONG britânica Global Witness, divulgado no dia 9, o Brasil ficou em segundo lugar em número de assassinatos de pessoas que atuam nesse setor em 2023, com 25 mortos. No primeiro lugar nefasto, a Colômbia contabilizou 79; no mundo, foram 196 - ou mais de um ativista morto a cada dois dias.


Mesmo com redução de 26% no Brasil em relação a 2022, não há o que celebrar. Pelo segundo ano consecutivo, ocupamos a infame vice-liderança do ranking. Quando considerada a série histórica, de 2012 a 2023, as primeiras colocações se repetem: a Colômbia teve 461 mortos, e o Brasil, 401.


A América Latina foi a região com mais ambientalistas mortos no ano passado - 85% do total.


Os fatores que mais contribuem para a estatística local são os conflitos fundiários, que envolvem violações a direitos de povos indígenas, comunidades tradicionais e quilombolas, a exploração econômica da terra, por vezes ilegal e contestada, e a fiscalização deficitária por parte do Estado.

 

No mundo, 49% das mortes de defensores ambientais em 2023 foram de indígenas (85) e afrodescendentes (12).


Os números referentes ao Brasil no levantamento internacional foram fornecidos pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que monitora conflitos no campo.


De acordo com a entidade, os embates quebraram recorde no Brasil em 2023, com 2.203 ocorrências. Desse total, 1.724 se trataram de disputas por terra. Tal número, possivelmente subnotificado, mostra que não é só a letalidade que preocupa, mas também expulsões, despejos, ameaças e destruição de bens.


Tampouco apenas ambientalistas vivem sob ameaça. Jornalistas, por terem papel fundamental na busca dos fatos em contextos de conflito, correm risco.


Na Amazônia, por exemplo, a ONG Instituto Vladimir Herzog registrou 230 casos de violência contra profissionais da imprensa nos últimos dez anos - entre eles, 9 homicídios. Um dos mais brutais foram os assassinatos do repórter britânico Dom Phillips e do indigenista brasileiro Bruno Pereira em 2022.


Um país que pretende ser exemplo internacional no tema ambiental tem o dever óbvio de conter a violência nesse setor. É preciso celeridade e eficiência no sistema de Justiça para resolver contendas fundiárias, respeitar os direitos dos povos indígenas e punir no rigor da lei os ataques contra ambientalistas.


Jornal Folha de São Paulo - 16/09/2024.

 

Na oração "No mundo, 49% das mortes de defensores ambientais em 2023 foram de indígenas (85) e afrodescendentes (12).", é correto afirmar que a vírgula

  1. é obrigatória na oração por ser utilizada após um adjunto adverbial deslocado.
  2. é obrigatória na oração por estar indicando a elipse de um verbo.
  3. é facultativa na oração e está utilizada após um adjunto adverbial deslocado.
  4. é facultativa a oração por estar indicando a elipse de um verbo e não gerar ambiguidade.
  5. é obrigatória na oração, e está empregada para separar termos coordenados.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

Adjunto adverbial deslocado: a vírgula após "No mundo" isola um adjunto adverbial que foi anteposto ao sujeito da oração. Essa pausa é aceitável porque marca a inversão da ordem direta (sujeito + predicado + adjunto).

Porém, como o adjunto é curto (duas palavras), a norma considera o uso da vírgula facultativo: tanto "No mundo, 49% das mortes..." quanto "No mundo 49% das mortes..." são sintaticamente corretos.

A vírgula torna‑se obrigatória quando o adjunto deslocado é extenso (mais de três termos) ou quando sua ausência gera ambiguidade; nesses casos, ela garante clareza e separação sintática.

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