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Questão FC244849

Texto Grupo encontra sistema que reflete futuro do Sistema Solar após a morte do Sol Usando um telescópio no Havaí, um grupo internacional de astrônomos encontrou um planeta simila

Pontuação (Ponto, Vírgula, Travessão, Aspas, Parênteses, etc)

IDECAN · 2021

Texto

 

Grupo encontra sistema que reflete futuro do Sistema Solar após a morte do Sol

 

Usando um telescópio no Havaí, um grupo internacional de astrônomos encontrou um planeta similar a Júpiter que é um sobrevivente da morte de sua estrela mãe, compondo um retrato similar ao que tende a ser o destino do Sistema Solar em mais uns 6 bilhões de anos.

 

Tudo começou com o registro de um evento de microlente gravitacional, em 2 de agosto de 2010. Trata-se de um efeito que surge quando um objeto com massa, ainda que discreto, transita à frente de outro mais distante e luminoso. A gravidade então distorce os raios de luz que vêm do fundo, como uma lente. Ao analisarem o padrão, os pesquisadores podem estimar o objeto que causou o efeito. No caso em questão, dois objetos: uma estrela com massa um pouco menor que a do Sol acompanhada por um planeta do porte de Júpiter.

 

Após o registro do evento, catalogado como MOA-2010-BLG-477Lb, o grupo liderado por Joshua Blackman, da Universidade da Tasmânia, na Austrália, fez observações subsequentes no Observatório Keck, em 2015, 2016 e 2018. O objetivo: encontrar a estrela responsável pela microlente. O planeta, muito menos brilhante, não seria visível. Mas a estrela sim – se fosse um astro ativo, como o Sol.

 

As imagens colhidas no infravermelho próximo de início indicaram uma possível candidata, mas com o passar do tempo ela mostrou ter movimento inconsistente com o visto na microlente. Em suma, não era ela. Nem havia qualquer outra possível candidata. Aí o grupo aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual quando se elimina tudo que é impossível, o que quer que reste, por improvável que seja, tem de ser a verdade.

 

Já que não era possível que fosse uma estrela viva e ativa (inconsistente com as imagens), nem um cadáver de estrela de alta massa, como uma estrela de nêutrons ou um buraco negro (inconsistente com as imagens e a microlente), restou apenas uma alternativa: era uma anã branca, com um planeta joviano ao seu redor.

 

É o destino final do Sol: quando seu combustível nuclear se esgotar, ele inchará como uma gigante vermelha, depois perderá suas camadas superiores e tudo que restará é um núcleo em processo de resfriamento. Quando o Sistema Solar passar por essa fase, será um barata-voa danado nas regiões mais internas. Mercúrio, Vênus e possivelmente a Terra serão engolidos pela fase gigante vermelha do Sol. Porém, simulações sugerem que Júpiter, em sua órbita mais afastada, tem boa chance de resistir ao cataclismo. Só que um sistema análogo com sobreviventes nunca havia sido observado. Até agora.

 

Esse parece ter aberto a porteira, trazendo um retrato triste e sombrio do futuro longínquo de nosso pequeno quintal na vastidão do cosmos. A anã branca deve ter cerca de 53% da massa do Sol, e o planeta aproximadamente 40% mais massa que Júpiter. A descoberta foi divulgada em artigo publicado na revista Nature.

 

(Salvador Nogueira. Folha de S.Paulo, 24.out.2021)

 

Aí o grupo aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual quando se elimina tudo que é impossível, o que quer que reste, por improvável que seja, tem de ser a verdade.

 

Assinale a alternativa que apresente pontuação correta para o período acima.

  1. Aí o grupo aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual, quando se elimina tudo que é impossível, o que quer que reste por improvável que seja, tem de ser a verdade.
  2. Aí o grupo, aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual, quando se elimina tudo que é impossível – o que quer que reste – por improvável que seja, tem de ser a verdade.
  3. Aí o grupo aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual – quando se elimina tudo que é impossível – o que quer que reste, por improvável que seja tem de ser a verdade.
  4. Aí o grupo aplicou o clássico raciocínio sherlockiano, segundo o qual, quando se elimina tudo que é impossível, o que quer que reste – por improvável que seja – tem de ser a verdade.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A pontuação da alternativa correta organiza claramente as funções sintáticas. A vírgula após segundo o qual e a vírgula que fecha o adjunto temporal isolam a oração subordinada adverbial temporal (quando se elimina tudo que é impossível), que está intercalada e, por isso, deve ser demarcada por vírgulas.

O segmento por improvável que seja é uma oração subordinada concessiva inserida como comentário à frase; os travessões a isolam e conferem ênfase, equivalendo à separação por vírgulas, porém com valor marcante. Assim, o que quer que reste permanece como sujeito da oração principal, seguido do predicado tem de ser a verdade, mantendo a clareza sintática.

Em suma: vírgulas para a oração adverbial intercalada e travessões para isolar a oração concessiva garantem a leitura correta e fluida do período.

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