Questão FC244878
O texto seguinte servirá de base para responder à questão. ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA NA FRANÇA ENCONTRA MENSAGEM DE ARQUEÓLOGO DO SÉCULO XIX Uma equipe francesa de arqueologia, ao esc
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IDECAN · 2024
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA NA FRANÇA
ENCONTRA MENSAGEM DE ARQUEÓLOGO DO
SÉCULO XIX
Uma equipe francesa de arqueologia, ao escavar um sítio arqueológico romano com cerca de 2000 anosa, encontrou uma mensagem num frasco de vidrob. Era uma nota deixada por um arqueólogo que escavou a área há 200 anos.
O grupo de voluntários, dirigido pelo arqueólogo Guillaume Blondel, estava escavando o que resta de um sítio arqueológico no topo de um penhasco perto de Dieppe (Seine-Maritime), em Bracquemont.
O sítio arqueológico é interpretado como um recinto fortificado do período gaulês, mas também é conhecido como área onde César teria instalado um breve acampamento romano há mais de 2000 anos. E, desde o início da escavação, foram encontrados vários artefatos que datam do período gaulês — a maioria peças de cerâmica com cerca de dois mil anos.
Blondel, que chefia o serviço arqueológico da cidade de Eu, realizava trabalhos de emergência, por causa da erosão do penhasco, quando Pierre, um voluntário que estuda história em Caen, descobriu um objeto estranho no topo de uma trincheirad.
Blondel foi investigar e rapidamente concluiu que não se tratava de nenhuma cerâmica da época romana. Em seguida, verificou que também não se tratava de um dispositivo explosivo da Segunda Guerra Mundial. Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o pote da terra.e
"Este recipiente continha um copo envidraçado. Podia ver-se um objeto de vidro transparente", descreveu Blondel. O investigador concluiu que o pote datava do século XIX.
Eis que o objeto de vidro era afinal "uma garrafa de sais aromáticos como a usada no pescoço das mulheres, que o respiravam para evitar desmaiar dentro do corpete apertadoc" que era moda na época, explica.
Dentro do frasco de vidro rolhado estava um papel enrolado, preso com um cordel, com uma mensagem. Entre as muitas suposições do que poderia constar no escrito, o arqueólogo brincou: "Que tal uma receita de torta de maçã?".
(...)
https://www.rtp.pt/noticias/mundo/escavacao-
arqueologica-em-franca-e ncontra-mensagem-de-arqueologo-do-seculo-xix_n1601499
Um verbo bitransitivo é um verbo transitivo direto e indireto simultaneamente e que precisa de dois complementos: um objeto direto (OD) e um objeto indireto (OI) para caracterizá-lo. Assim sendo, assinale o período, dentre os itens a seguir, que apresenta corretamente um verbo bitransitivo.
- "Uma equipe francesa de arqueologia, ao escavar um sítio arqueológico romano com cerca de 2000 anos [...]" (verbo bitransitivo, em que um sítio arqueológico romano é objeto direto e com cerca de 2000 anos objeto indireto).
- "[...] encontrou uma mensagem num frasco de vidro." (verbo bitransitivo, em que uma mensagem é objeto direto e num frasco de vidro objeto indireto).
- "[...] que o respiravam para evitar desmaiar dentro do corpete apertado" (verbo bitransitivo, em que o é objeto direto e do corpete apertado objeto indireto).
- "[...] descobriu um objeto estranho no topo de uma trincheira." (verbo bitransitivo, em que um objeto estranho é objeto direto e no topo de uma trincheira objeto indireto).
- "Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o pote da terra." (verbo bitransitivo, em que o pote é objeto direto e da terra objeto indireto).
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
Na oração "Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o pote da terra.", o verbo extrair funciona como verbo bitransitivo: exige dois complementos simultâneos.
O objeto direto responde à pergunta "o que?": o pote é aquilo que foi retirado. Não vem introduzido por preposição, portanto é complemento verbal direto.
O objeto indireto indica a origem ou fonte e vem introduzido por preposição: da terra esclarece de onde o pote foi extraído, sendo, assim, complemento indireto.
Em suma: extrair admite aqui OD (o que se extrai) + OI (de onde se extrai), caracterizando claramente o verbo como bitransitivo na frase em análise.
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