Questão FC244880
O texto seguinte servirá de base para responder à questão VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS Crianças que trabalham no processo de quebra da castanh
Regência
IDECAN · 2024
O texto seguinte servirá de base para responder à questão
VÍTIMAS DE TRABALHO INFANTIL, CRIANÇAS CHEGAM A PERDER AS DIGITAIS
Crianças que trabalham no processo de quebra da castanha-de-caju têm suas mãos queimadas e perdem suas digitais no processo.
O óleo presente na casca da castanha-de-caju é ácido. Mais conhecido como LCC (Líquido da Castanha-de-Caju), esse líquido melado que gruda na pele e é difícil de tirar tem em sua composição ácido anacárdico, que corrói a pele, provoca irritações e queimaduras químicas.
"O óleo LCC tem uma ação irritante, ele é cáustico, produz lesões e chega a retirar as digitais", explica o médico Salim Amed Ali, autor de diferentes estudos sobre doenças ocupacionais para o Ministério do Trabalho. O médico fez pesquisas específicas sobre a saúde de trabalhadores de unidades industriais de processamento de castanhas-de-caju e diz que a atividade pode ser considerada insalubre.
De acordo com a reportagem, as crianças começam cedo no trabalho, às 3 horas da manhã. O sol é muito forte no Sertão, o que dificulta o trabalho. O trabalho costuma ir até às 11 horas e, à tarde, todos trabalham tirando a pele fininha.
O emprego de crianças na quebra da castanha-de-caju está incluído na lista de piores formas de trabalho infantil, ao lado de atividades como beneficiamento do fumo, do sisal e da cana-de-açúcar.
Os ganhos são mínimos. A castanha crua é comprada de pequenos produtores da região. Um saco de 50 kg rende, em média, 10 kg de castanha processada. As famílias ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades.
O Brasil se comprometeu a erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2025, mas, mesmo com denúncias, situações como essa persistem.
Disponível em: https://observatorio3setor.org.br/noticias/vitimas-trabalho-infantil-rn-cria ncas-chegam-a-perder-digitais/Adaptado.
"As famílias ganham de R$ 30 a R$ 100 por semana, vendendo a produção a intermediários que revendem em feiras e mercados de cidades." O verbo vender, no período entre aspas, tem regência
- intransitiva, em que em feiras e mercados de cidades o circunstancia como adjunto adverbial de lugar.
- transitiva direta e indireta, em que a intermediários é seu objeto indireto e a oração que revendem em feiras e mercados de cidades seu objeto direto.
- transitiva indireta, em que a intermediários é seu objeto indireto.
- bitransitiva, em que a produção é seu objeto direto e a intermediários seu objeto indireto.
- transitiva direta, em que a produção é seu objeto direto.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A frase mostra o verbo vender exigindo dois complementos: por isso é bitransitiva.
O objeto direto responde “o quê?” — a produção (não há preposição). Já o objeto indireto responde “a quem?” — a intermediários (introduzido pela preposição a).
Uma forma prática de verificar: substitua por pronomes. “Vendendo a produção a intermediários” → “vendendo‑a a eles” (onde “a” = objeto direto e “a eles” = objeto indireto).
A oração seguinte (“que revendem em feiras...”) caracteriza os intermediários (adjunto adnominal/oração adjetiva), não altera a função sintática dos complementos do verbo.
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