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Questão FC245039

O texto seguinte servirá de base para responder à questão. ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA NA FRANÇA ENCONTRA MENSAGEM DE ARQUEÓLOGO DO SÉCULO XIX Uma equipe francesa de arqueologia, ao esc

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

IDECAN · 2024

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

ESCAVAÇÃO ARQUEOLÓGICA NA FRANÇA

ENCONTRA MENSAGEM DE ARQUEÓLOGO DO 

SÉCULO XIX

 

Uma equipe francesa de arqueologia, ao escavar um sítio arqueológico romano com cerca de 2000 anos, encontrou uma mensagem num frasco de vidro. Era uma nota deixada por um arqueólogo que escavou a área há 200 anos.

 

O grupo de voluntários, dirigido pelo arqueólogo Guillaume Blondel, estava escavando o que resta de um sítio arqueológico no topo de um penhasco perto de Diepped (Seine-Maritime), em Bracquemont.

 

O sítio arqueológico é interpretado como um recinto fortificadob do período gaulês, mas também é conhecido como área onde César teria instalado um breve acampamento romano há mais de 2000 anos. E, desde o início da escavação, foram encontrados vários artefatos que datam do período gaulês — a maioria peças de cerâmica com cerca de dois mil anos.

 

Blondel, que chefia o serviço arqueológico da cidade de Eu, realizava trabalhos de emergência, por causa da erosão do penhasco, quando Pierre, um voluntário que estuda história em Caen, descobriu um objeto estranho no topo de uma trincheira.

 

Blondel foi investigar e rapidamente concluiu que não se tratava de nenhuma cerâmica da época romana. Em seguida, verificou que também não se tratava de um dispositivo explosivoc da Segunda Guerra Mundial. Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o potee da terra.

 

"Este recipiente continha um copo envidraçado. Podia ver-se um objeto de vidro transparente", descreveu Blondel. O investigador concluiu que o pote datava do século XIX.

 

Eis que o objeto de vidro era afinal "uma garrafa de sais aromáticos como a usada no pescoço das mulheres, que o respiravam para evitar desmaiar dentro do corpete apertado" que era moda na época, explicaa.

 

Dentro do frasco de vidro rolhado estava um papel enrolado, preso com um cordel, com uma mensagem. Entre as muitas suposições do que poderia constar no escrito, o arqueólogo brincou: "Que tal uma receita de torta de maçã?".

 

(...)

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/escavacao-

arqueologica-em-franca-e ncontra-mensagem-de-arqueologo-do-seculo-xix_n1601499

 

"Eis que o objeto de vidro era afinal 'uma garrafa de sais aromáticos [...]'" A palavra ressaltada anteriormente desempenha a mesma função do termo destacado em

  1. "[...] que era moda na época, explica."
  2. "O sítio arqueológico é interpretado como um recinto fortificado [...]"
  3. "[...] verificou que também não se tratava de um dispositivo explosivo [...]"
  4. "[...] no topo de um penhasco perto de Dieppe"
  5. "[...] Tomadas as devidas precauções, Blondel e os voluntários extraíram o pote [...]"
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

"Também" é um advérbio de inclusão/aditivo: indica que a informação que se segue soma‑se a outra já mencionada.

No enunciado "verificou que também não se tratava de um dispositivo explosivo", "também" modifica a oração inteira, marcando que, além do que já fora constatado antes, àquele objeto não correspondeu igualmente à hipótese de explosivo.

Sintaticamente, o advérbio antepõe‑se à partícula negativa "não", compondo com ela a ideia de negação adicional — isto é, nega mais um item relacionado ao contexto investigativo.

Em termos práticos: "também" estabelece relação de adição entre fatos (não era cerâmica; e, além disso, não era explosivo), razão pela qual sua função é a de advérbio aditivo.

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