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Questão FC245054

Língua Portuguesa Texto para a questão seguinte. Estátua clássica de Hércules com quase 2.000 anos é encontrada na Grécia Arqueólogos descobriram os restos de uma estátua clássica

Coerência. Coesão (Anáfora, Catáfora, Uso dos Conectores - Pronomes Relativos, Conjunções, etc)

IDECAN · 2023

Língua Portuguesa

Texto para a questão seguinte.

Estátua clássica de Hércules com quase 2.000 anos é encontrada na Grécia

Arqueólogos descobriram os restos de uma estátua clássica com mais de 1.800 anos na antiga metrópole de Filipos, no nordeste da Grécia. Os arqueólogos explicam que as estátuas costumavam decorar edifícios e espaços públicos em Constantinopla, agora Istambul, na Turquia; Hércules é um herói da mitologia grega, filho de Zeus e da mortal Alcmena.

Durante a escavação, os arqueólogos desenterraram a obra do período romano, século II d.C., representando o herói mítico Hércules — também conhecido como Héracles, segundo um comunicado do Ministério da Cultura e Esportes do país.

A equipe de pesquisadores da Universidade Aristóteles de Tessalônica, na Grécia, concentrou seus esforços de escavação do local em uma das principais ruas da cidade, concluindo em meados de setembro.

A escavação também revelou uma estrutura ornamentada que se acredita ser uma fonte, que a estátua adornava, segundo o Ministério da Cultura.

Os arqueólogos acreditam que a estrutura remonta ao século VIII ou IX d.C., com a declaração explicando que as estátuas costumavam decorar edifícios e espaços públicos em Constantinopla — agora Istambul, na Turquia – durante o reinado romano até o final do período bizantino.

Descrito pelo ministério como uma estátua “maior que a vida”, o artefato retrata um Hércules jovem e despido.

Diz a lenda que Hércules — filho de Zeus, o deus grego e governante do Monte Olimpo — exibiu força sobre-humana e superou 12 provações atribuídas a ele pelo rei Euristeu.

Especialistas identificaram o herói lendário com base no leão pendurado em sua mão esquerda e um bastão, que foi encontrado em fragmentos. Segundo o mito, um dos 12 trabalhos de Hércules foi matar um leão da Nemeia, cuja pele o herói usou mais tarde.

Na cabeça da estátua há uma coroa de folhas de videira unidas por uma faixa que termina nos ombros.

Archie Dunn, professor de arqueologia bizantina da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, descreveu a descoberta como “extraordinariamente interessante”. Ele não participou da escavação. Dunn, que está familiarizado com Filipos, disse que os edifícios durante os séculos VIII e IX raramente eram decorados com estátuas, especialmente aquelas com “origens pagãs”.

O local onde a equipe de pesquisa descobriu a estátua sugeriu uma colocação intencional quando foi erguida, de acordo com Dunn. “Havia uma estátua de um semideus — como Hércules — no meio da cidade, na junção de duas ruas principais, então não pode ser um acidente”, disse ele à CNN na quarta-feira (5).

Referindo-se a um texto medieval, “A Pátria”, que fala sobre Constantinopla, Dunn explicou como as pessoas estavam esquecendo as imagens de seus deuses e semideuses naquela época e as consolidando na lenda, e assim o significado da estátua pode ter sido perdido ou esquecido, especialmente se o trabalho foi reaproveitado.

“Você os tinha em Constantinopla, você os tinha em Atenas, então pode ser que estivesse sendo usado decorativamente (em Filipos)”, disse ele.

As escavações em Philippi continuarão no próximo ano.

Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/estatua-classica-de-hercules-com-quase-2-000-anos-e-encontrada-na-grecia/

 

“Referindo-se a um texto medieval, ‘A Pátria’, que fala sobre Constantinopla, Dunn explicou como as pessoas estavam esquecendo as imagens de seus deuses e semideuses naquela época e as consolidando na lenda, e assim o significado da estátua pode ter sido perdido ou esquecido, especialmente se o trabalho foi reaproveitado”.

Assinale a alternativa que parafraseia o excerto acima sem desrespeitar a coerência com o resto do texto.

  1. Os cidadãos do século VIII, de Constantinopla, provavelmente, sabiam do que se tratava a estátua, e, apesar de as efígies dos deuses e semideuses estarem sendo transpostas para o âmbito do mito e deixando de ter representações visuais; porém, por causa da beleza da estátua, decidiram aproveitá-la.
  2. Os cidadãos do século II sabiam do que se tratava a estátua, tendo em vista que as efígies dos deuses e semideuses eram comumente usadas como decoração em edifícios e casas. Essa hipótese ganha mais força diante da possibilidade de a estátua ter sido reaproveitada na época pelos filipenses como ornamento.
  3. Os cidadãos do século II, em de Constantinopla, provavelmente, não sabiam do que se tratava a estátua, tendo em vista que as efígies dos deuses e semideuses estavam sendo transpostas para o âmbito do mito e deixando de ter representações visuais. Essa hipótese ganha mais força diante da possibilidade de a estátua ter sido simplesmente aproveitada.
  4. Os cidadãos do século VIII, provavelmente, não sabiam do que se tratava a estátua, tendo em vista que as efígies dos deuses e semideuses estavam sendo transpostas para o âmbito do mito e deixando de ter representações visuais. Essa hipótese ganha mais força diante da possibilidade de a estátua ter sido reaproveitada na época pelos filipenses.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa D preserva a ideia central do trecho original: que, no período medieval referido, as imagens dos deuses e semideuses estavam sendo consolidadas na lenda, o que levava à perda do reconhecimento de suas representações visuais.

Ao afirmar que os cidadãos do século VIII "provavelmente não sabiam do que se tratava a estátua", a reescritura mantém a mesma relação de causa e efeito: a transposição das efígies "para o âmbito do mito" explica o esquecimento do significado original.

Além disso, a menção de que a hipótese se fortalece diante da possibilidade de a estátua ter sido reaproveitada pelos filipenses conecta-se logicamente ao contexto histórico, indicando uso decorativo que justifica o deslocamento semântico.

Em suma, a alternativa conserva tempo, agente tácito do esquecimento, razão explicativa e consequência prática, respeitando a coerência do texto-fonte.

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