Questão FC245240
Aumentam internações por covid em idosos, diz Fiocruz O Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (2), mostra um aumento de hospitalizações de idosos por síndrome r
Interpretação de Textos (Compreensão)
IDECAN · 2024
Aumentam internações por covid em idosos, diz Fiocruz
O Boletim InfoGripe da Fiocruz, divulgado nesta sexta-feira (2), mostra um aumento de hospitalizações de idosos por síndrome respiratória aguda (Srag) causada pelo vírus da covid. Amazonas, São Paulo e alguns estados do Nordeste foram os mais afetados por esse aumento.
Apesar desse cenário, o boletim afirma que as internações pela covid ainda se mantêm em patamares baixos quando comparadas ao histórico de circulação do vírus causador da doença. Em alguns estados do Sul e Sudeste também ocorreu um aumento de Srag em idosos causada pelo vírus da gripe, influenza A.
O boletim mostra que o vírus da covid tem maior incidência em crianças pequenas, porém a mortalidade é maior entre pessoas com mais de 65 anos. O Sars-CoV-2 é a segunda maior causa de óbito por Srag na faixa etária, ficando atrás somente do vírus da gripe.
Internações pelo vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças de até dois anos pararam de aumentar ou reduziram em diversas regiões do país, porém, segundo o boletim, em Santa Catarina e Roraima elas aumentam. O VSR ainda se mantém como a principal causa de internação e óbitos em crianças até dois anos de idade. Na Bahia e no Piauí, o crescimento de casos de Srag é pelo rinovírus em crianças e adolescentes.
O VSR é o principal agente causador de bronquiolite em bebês, uma doença respiratória comum e altamente contagiosa cujos sintomas principais são tosse e falta de ar. Em geral, os casos são leves, mas podem resultar em internações hospitalares.
No cenário nacional, segundo o boletim, a longo prazo (últimas seis semanas) e a curto prazo (últimas três semanas) a tendência é de queda das internações por Srag. Na atualização, três das 27 unidades federativas apresentam crescimento de Srag na tendência de longo prazo: Bahia, Piauí e Roraima.
Em 2024, foram notificados 104.734 casos de Srag, 51.108 (48,8%) eram positivos, 40.247 (38,4%) negativos e 7.555 (12,2%) aguardam resultado laboratorial. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a prevalência entre os casos positivos foi de Influenza A (21,9%), Influenza B (1,1%), VSR (33,1%) e Sars-CoV-2 (11,7%). Em relação aos óbitos por Srag, a prevalência é: Influenza A (38,6%), Covid-19 (27,8%), VSR (13,3%) e Influenza B (1,7%).
Disponível em:https://www1.folha.uol.com.br/.
Em relação às possíveis inferências realizadas com a leitura do texto, assinale a alternativa correta.
- As ocorrências de gripe no país constituem o mais grave caso de saúde pública no Brasil, mostrando-se proporcional em relação à idade, o que leva a maior mortalidade entre os idosos do que em bebê
- A vacinação ampla contra covid determinou a redução dos casos em bebês, crianças e adolescentes, mas ainda não evitou que idosos adoecessem com síndrome respiratória.
- O quadro de contaminação por diferentes vírus no país se mostra homogêneo, sem grande disparidade entre as regiões, o que confirma a tese de que o inverno sempre faz aumentar os casos de gripe e internação.
- Embora a covid continue a ser uma questão de saúde preocupante entre os idosos, não constitui a principal causa de morte por razões respiratórias, o que igualmente se observa entre bebês, crianças e adolescentes.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Alternativa D está correta porque o próprio boletim mostra que, embora a covid eleve internações e mortalidade em idosos, ela não é a principal causa de óbito por SRAG: entre os óbitos por SRAG a prevalência foi de Influenza A 38,6% versus Covid‑19 27,8%, ou seja, a gripe lidera as mortes respiratórias.
Além disso, nos bebês e crianças o cenário é diferente: o VSR mantém‑se como principal agente de internação e óbito em menores de dois anos, e em algumas regiões o aumento em crianças e adolescentes decorre de rinovírus, não de Sars‑CoV‑2.
Portanto, a frase resume corretamente que a covid preocupa, sobretudo em idosos, mas não constitui a principal causa de morte por causas respiratórias nas faixas etárias mencionadas.
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