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Questão FC245373

Leia o texto abaixo para responder a questão A felicidade Agostinho dos Santos e Antonio Carlos Jobim Tristeza não tem fim Tristeza não tem fim Felicidade sim A felicidade é como a

Interpretação de Textos (Compreensão)

IDECAN · 2022

Leia o texto abaixo para responder a questão

A felicidade

Agostinho dos Santos e Antonio Carlos Jobim

 

Tristeza não tem fim

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a gota

De orvalho numa pétala de flor

Brilha tranquila

Depois de leve oscila

E cai como uma lágrima de amor

 

A felicidade do pobre parece

A grande ilusão do carnaval

A gente trabalha o ano inteiro

Por um momento de sonho

Pra fazer a fantasia

De rei ou de pirata ou jardineira

E tudo se acabar na quarta-feira

 

Tristeza não tem fim

Felicidade sim

A felicidade é como a pluma

Que o vento vai levando pelo ar

Voa tão leve

Mas tem a vida breve

Precisa que haja vento sem parar

Precisa que haja vento sem parar

Precisa que haja vento sem parar

Tristeza não tem fim

Compositores: Tom Jobim / Vinicius De Moraes Disponível em: https://www.google.com.br/searchq=tristeza+n%C3%A3o+tem+fim&sxsrf>.

 

Pode-se afirmar que o poeta acredita que a felicidade

  1. destina-se apenas às pessoas ricas.
  2. é considerada sempre como limitada.
  3. torna a vida das pessoas melancólica.
  4. é uma experiência que só existe nos sonhos.
  5. só acontece durante a época do carnaval.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A alternativa está correta porque o poema apresenta a felicidade como algo de curta duração: o enunciador afirma que ela "tem a vida breve", evidenciando sua limitação temporal.

As imagens poéticas reforçam essa ideia: a gota de orvalho que escorre da pétala, a pluma levada pelo vento e o carnaval que termina na quarta‑feira mostram momentos passageiros, não permanentes.

A repetição de versos como "Precisa que haja vento sem parar" aponta a fragilidade da felicidade: ela depende de condições externas para persistir, o que a torna necessariamente limitada.

Assim, o poeta descreve a felicidade como transitória e contingente, justificando a escolha da alternativa.

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