Questão FC245468
Astrônomos descobrem planeta parecido com a Terra a "apenas" 6 anos-luz de distância Ele fica a "apenas" 6 anos-luz daqui, tem dimensões semelhantes à Terra e está a uma distância
Interpretação de Textos (Compreensão)
IDECAN · 2018
Astrônomos descobrem planeta parecido com a Terra a "apenas" 6 anos-luz de distância
Ele fica a "apenas" 6 anos-luz daqui, tem dimensões semelhantes à Terra e está a uma distância de sua estrela parecida com aquela entre o nosso planeta e o Sol. Cientistas anunciam nesta quarta-feira a descoberta de um planeta que orbita a estrela de Barnard e, provavelmente, é rochoso.
É o segundo exoplaneta - como são chamados os planetas fora do Sistema Solar - mais próximo da Terra já descoberto.
Mas é preciso conter a euforia: é praticamente improvável que Barnard b ou GJ 699 b (as duas maneiras como o astro é denominado, cientificamente) reúna condições para a existência de vida.
O planeta está na categoria de superterra, ou seja, tem massa maior do que a Terra, mas menor do que os gigantes gasosos do Sistema Solar - por definição, o termo é empregado para planetas com massa de 1 a 10 vezes a da Terra. Barnard b, de acordo com os dados disponíveis, deve ter uma massa pelo menos 3,2 vezes a da Terra e dá uma volta completa em torno de sua estrela a cada 233 dias.
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Além das dimensões semelhantes, Barnard também está a uma distância em relação a sua estrela que é considerada da mesma faixa daquela que separa o Sol da Terra. "O planeta está localizado a uma distância de 0,4 unidades astronômicas - 25,40% da distância Terra-Sol - ou 60 milhões de quilômetros de sua estrela", confirma Ribas.
Entretanto, como a Barnard é uma estrela fria e de baixa massa, provavelmente duas vezes mais velha que o Sol, está em uma zona em que a temperatura média seria de 170 graus negativos - a luz da estrela de Barnard fornece ao seu planeta apenas 2% da energia que a Terra recebe do Sol.
"Este planeta é muito frio, está fora da chamada 'zona habitável'. Se pensarmos que a água superficial líquida é importante para a vida, este planeta provavelmente não é um bom candidato. No entanto, eu diria que quanto mais podemos aprender sobre pequenos planetas- onde eles são encontrados, do que são constituídos, se têm atmosferas - mais iremos compreender se a Terra é única ou não", comentou à BBC News Brasil a astrônoma Johanna Teske, pesquisadora do Instituto Carnegie de Washington e uma das autoras do estudo.
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Para descobrir o exoplaneta, os astrônomos cruzaram dados de 20 anos de pesquisas, obtidos por sete instrumentos astronômicos diferentes. Esta é a primeira vez que um planeta tão pequeno e distante de sua estrela quanto este foi detectado usando a chamada técnica de velocidade radial.
Trata-se de uma técnica que se apoia no fato de que a gravidade não é uma força da estrela que afeta o planeta que nela orbita, mas também o contrário, ou seja, há uma força entre a gravidade do planeta e a estrela. Com os instrumentos adequados, os astrônomos conseguem detectar pequenas oscilações que a gravidade do planeta induz na órbita da estrela.
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( Edison Veiga. BBC News Brasil, 14/11/2018. Disponível em: https:llwww.bbc.com!portugueselgeral-46210585)
A respeito do que se pode inferir da leitura do texto, assinale a afirmativa incorreta.
- Pelo menos outro exoplaneta já foi descoberto.
- O novo planeta, embora seja maior do que a Terra, apresenta órbita menor que 2/3 da terrestre.
- Embora o novo planeta esteja a uma distância de seu sol menor que a da Terra em relação à sua estrela, a temperatura em sua superfície é muito baixa.
- Pela sua natureza, é impossível haver qualquer forma de vida no novo planeta.
- Uma conquista científica foi o emprego bem-sucedido da técnica da velocidade radial para a descoberta do novo planeta.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa afirma que, pela sua natureza, é impossível haver qualquer forma de vida em Barnard b. Essa é uma conclusão categórica que o texto não sustenta.
O próprio texto qualifica a estimativa: "este planeta provavelmente não é um bom candidato", além de indicar que ele está fora da zona habitável, recebe apenas 2% da energia que a Terra recebe e teria temperatura média de cerca de -170 ºC.
Esses trechos apontam para improbabilidade da existência de vida, não para impossibilidade absoluta. A palavra provavelmente introduz incerteza científica, deixando margem para hipóteses alternativas (por exemplo, formas de vida extremófilas ou atmosferas que alterem o cenário).
Portanto, a alternativa D é a correta no gabarito porque a afirmação nela contida extrapola o texto: transforma uma avaliação provável em certeza impossível, o que contraria o que foi informado.
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