Questão FC245598
TEXTO II PARA A QUESTÃO. FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma e
Reescrita de Frases. Substituição de Palavras ou Trechos de Texto.
IDECAN · 2019
TEXTO II PARA A QUESTÃO.
FILOSOFIA DOS EPITÁFIOS
Saí, afastando-me dos grupos, e fingindo ler os epitáfios. E, aliás, gosto dos epitáfios; eles são, entre a gente civilizada, uma expressão daquele pio e secreto egoísmo que induz o homem a arrancar à morte um farrapo ao menos da sombra que passou. Daí vem, talvez, a tristeza inconsolável dos que sabem os seus mortos na vala comum (*); parece-lhes que a podridão anônima os alcança a eles mesmos.
(Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas)
Caso a expressão “à morte” fosse reescrita em português culto contemporâneo, ter-se-ia
- “da morte”.
- “pela morte”.
- “na morte”.
- “com a morte”.
- “acerca da morte”.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A forma culta contemporânea é “da morte”.
O verbo arrancar exige dois complementos: o objeto direto (o que se arranca) e um complemento que indica origem ou procedência, introduzido por de. Esse padrão caracteriza-o como bitransitivo (transitivo direto e indireto).
Ex.: arrancar um ramo da árvore — um ramo (OD) / da árvore (complemento introd. por de).
Na frase do texto, a construção contemporânea reproduz esse regime verbal: arrancar da morte um farrapo, em que da morte = de + a, indicando a origem do “farrapo”. Portanto, a alternativa correta é “da morte”.
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