Questão FC248061
Discutindo a nova des-ordem mundial, Haesbaert e Porto- Gonçalves (2006) comentam que: “Afinal, vivemos em um mundo em que os maiores perigos já não mais advêm da peste ou da fome,
Geografia Econômica
VUNESP · 2022
Discutindo a nova des-ordem mundial, Haesbaert e Porto- Gonçalves (2006) comentam que: “Afinal, vivemos em um mundo em que os maiores perigos já não mais advêm da peste ou da fome, mas, sim, das próprias intervenções feitas por meio do sistema técnico-científico. O efeito estufa, a ampliação da camada de ozônio, a erosão genética e dos solos, gripe asiática e a doença da vaca louca, entre outros riscos que se nos apresentam, não são obras da natureza e, sim, efeitos de nossa ação por meio de poderosos meios técnicos e científicos.”
Diante dos fatos apresentados, os autores destacam que
- há fortes evidências de que estamos vivendo em uma sociedade de risco.
- é importante reivindicar que toda a humanidade usufrua dos bens de consumo disponíveis.
- é uma questão central a defesa de meios informacionais que reduzam a desordem ambiental.
- ocupa posição perversa a mundialização das técnicas por todas as partes do mundo.
- sustentam a priorização do crescimento econômico frente à pobreza global.
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Gabarito
A
Comentário do professor
O excerto aponta que ameaças atuais — como efeito estufa, erosão genética e novas doenças — resultam das intervenções humanas por meio do sistema técnico‑científico.
Isso caracteriza a noção de sociedade de risco: não são mais catástrofes puramente naturais, mas riscos produzidos pela própria modernização.
Assim, a fonte do perigo desloca‑se para processos tecnocientíficos que geram efeitos globais e imprevisíveis.
Há, portanto, evidências de que vivemos em uma realidade onde os perigos são antropogênicos, sistêmicos e frequentemente transnacionais, exigindo análise crítica das tecnologias e políticas públicas orientadas pela precaução.
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