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Questão FC248106

Até fins da década de 1980, a industrialização brasileira estava baseada em uma política de importações sustentada por tarifas aduaneiras elevadas, controles discricionários, entre

Geografia Econômica

VUNESP · 2021

Até fins da década de 1980, a industrialização brasileira estava baseada em uma política de importações sustentada por tarifas aduaneiras elevadas, controles discricionários, entre outros. Essa política viabilizou um parque industrial relativamente amplo e diversificado, mas acomodado ao protecionismo exagerado. Em 1990, o governo anunciou medidas que alteravam profundamente a condução da política de comércio exterior do país. Simultaneamente a uma flexibilização do regime cambial, foi deslanchado um programa de liberalização das importações. A nova política de importação buscava promover uma reestruturação produtiva.

 

(Honorio Kume et al. “A política brasileira de importação no período 1987-1998”. In: Carlos Henrique Corseuil e Honorio Kume (coords.). A abertura comercial brasileira nos anos 1990, 2003. Adaptado.)

 

O programa de liberalização das importações adotado no Brasil a partir da década de 1990 teve como consequências

  1. a falência de indústrias nacionais e o aumento do desemprego estrutural.
  2. a queda da qualidade dos produtos importados e o aumento da geração de lixo eletrônico.
  3. o crescimento da variedade dos produtos disponíveis e o superávit da balança comercial.
  4. o aumento dos preços dos produtos nacionais e a ampliação da oferta de mercadorias falsificadas.
  5. o acirramento da concorrência entre empresas e a interrupção de acordos comerciais com blocos econômicos
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Gabarito

A

Comentário do professor

A abertura das importações no início dos anos 1990 retirou gradualmente a proteção que muitas indústrias nacionais usufruíam, expondo-as à concorrência internacional direta.

Empresas com baixa produtividade, escala insuficiente ou tecnologias obsoletas não conseguiram reduzir custos para competir e foram forçadas à falência ou à retração de atividades.

Essa destruição de postos em segmentos menos competitivos gerou aumento do desemprego estrutural, pois os trabalhadores demitidos frequentemente não tinham qualificação imediata para as novas vagas geradas.

Assim, a liberalização promoveu uma reestruturação produtiva que, apesar de beneficiar setores competitivos, implicou perda permanente de empregos em áreas incapazes de se adaptar rapidamente.

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