Questão FC248464
De vez em quando, alguém nos recorda que todos os mapas são ruins, como neste tuíte: “Não está ao contrário, nem mal desenhado. É assim que os mapas australianos são”. Mapas com o
Cartografia e Geoprocessamento
VUNESP · 2022
De vez em quando, alguém nos recorda que todos os mapas são ruins, como neste tuíte: “Não está ao contrário, nem mal desenhado. É assim que os mapas australianos são”. Mapas com o Sul para cima não são usados tão habitualmente na Austrália, mas são comuns como forma de demonstrar que a orientação com o norte para cima é arbitrária e poderia ser de qualquer outro jeito.
(Jaime R. Hancock. https://brasil.elpais.com, 21.04.2015. Adaptado.)
O cartógrafo, em seu exercício, realiza escolhas. Nesse contexto, uma escolha a ser feita que guarda semelhança com o debate sobre orientação, exposto no excerto, é:
- o que colocar no centro do mapa.
- atribuir ou não um título ao mapa.
- qual cor utilizar para representar cursos d’água.
- como estabelecer as coordenadas geográficas.
- de que modo será calculada a escala.
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Gabarito
A
Comentário do professor
Escolher o centro do mapa é uma opção cartográfica que se assemelha ao debate sobre orientação no excerto: ambas são convenções que moldam a leitura do espaço e não regras naturais.
Definir o centro determina o enquadramento visual — que territórios ficam em destaque, quais aparecem periféricos e que relações espaciais ficam mais evidentes ao observador.
Tecnicamente, essa escolha influencia a projeção, a distribuição da distorção e a escala aparente de elementos próximos ao centro, afetando precisão e legibilidade.
Do ponto de vista simbólico, o centro traduz centralidade e prioridades culturais ou políticas: colocar um país ou cidade no centro pode reforçar sua importância.
Assim, assim como orientar o mapa para o norte ou para o sul, selecionar o centro é uma decisão deliberada que constrói sentido e função na representação cartográfica.
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