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Questão FC248708

As cidades resilientes às mudanças climáticas necessitam de investir em ações que reduzem sua vulnerabilidade e fortalecem sua capacidade de adaptação. (KLUG, Letícia; MARENGO, Jos

Questões sem classificação de assunto (Geografia)

VUNESP · 2025

As cidades resilientes às mudanças climáticas necessitam de investir em ações que reduzem sua vulnerabilidade e fortalecem sua capacidade de adaptação.

 

(KLUG, Letícia; MARENGO, Jose A.; LUEDEMANN,

Gustavo. Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para a implementação da Nova Agenda Urbana, IPEA, 2016. Adaptado)

 

Tendo em vista os desafios urbanos associados às mudanças climáticas, entende-se que

  1. a urbanização, por si só, reduz a vulnerabilidade das cidades, pois promove maior capacidade de resposta a eventos climáticos extremos, como chuvas intensas e desastres hidrometeorológicos.
  2. cidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano, integrando estratégias de adaptação aos impactos climáticos futuros, tendem a ser mais resilientes a eventos extremos.
  3. a gestão democrática e o planejamento participativo são elementos complementares, mas não essenciais para a resiliência climática urbana, sendo mais importante o investimento em infraestrutura viária.
  4. as políticas de desenvolvimento urbano devem focar exclusivamente em problemas presentes, uma vez que a antecipação de problemas futuros gera incertezas que dificultam a tomada de decisão.
  5. estratégias de adaptação em megacidades, como São Paulo, ignoram os efeitos da urbanização sobre os eventos hidrometeorológicos, já que estes são determinados unicamente pelas mudanças climáticas globais.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A opção aponta que cidades que adotam uma abordagem sistêmica de planejamento urbano — ou seja, que articulam políticas de habitação, transporte, saneamento, uso do solo e meio ambiente — ficam em melhor posição para enfrentar os impactos climáticos futuros.

Essa integração permite priorizar ações que reduzem vulnerabilidades e aumentam a capacidade de resposta: zoneamento que evita ocupação de áreas de risco, infraestrutura verde para reduzir enchentes, projetos de drenagem resiliente e sistemas de alerta precoce.

Além disso, pensar o território de forma interdependente facilita coordenação institucional, otimiza recursos e antecipa eventos extremos, tornando as cidades mais resilientes e capazes de adaptar-se de maneira eficaz e sustentável.

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