Questão FC252930
Em 01/01/2023, uma sociedade empresária adquiriu um imóvel para ser ocupado por seus proprietários por R$600.000, pagos à vista. A vida útil do imóvel foi estimada em dez anos e a
Ativo
FGV · 2024
Em 01/01/2023, uma sociedade empresária adquiriu um imóvel para ser ocupado por seus proprietários por R$600.000, pagos à vista. A vida útil do imóvel foi estimada em dez anos e a sociedade empresária depreciava os seus ativos imobilizados de acordo com o método da linha reta.
Em 31/12/2023, a sociedade empresária constatou que o valor recuperável do imóvel era de R$580.000.
Em 01/01/2024, o imóvel foi transferido para Propriedade para Investimento e avaliado pelo valor justo, que foi estimado em R$610.000.
No momento da transferência do ativo para Propriedade para Investimento, a diferença entre o valor justo e o valor líquido de depreciação deve ser contabilizado como
- receita de R$70.000.
- ajustes de avaliação patrimonial de R$70.000.
- receita de R$60.000 e ajustes de avaliação patrimonial de R$10.000.
- reversão da despesa de R$40.000 e ajustes de avaliação patrimonial de R$30.000.
- reversão da despesa de R$60.000 e ajustes de avaliação patrimonial de R$10.000.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Depreciação: custo inicial \(600.000\), vida útil 10 anos ⇒ depreciação anual \(600.000/10 = 60.000\).
Valor contábil em 31/12/2023: \(600.000 - 60.000 = 540.000\).
Teste de recuperabilidade: valor recuperável = 580.000 > valor contábil, portanto não houve perda.
Transferência em 01/01/2024 para Propriedade para Investimento mensurada pelo valor justo: valor justo = 610.000.
Diferença: \(610.000 - 540.000 = 70.000\). Pelo CPC 28 (remetendo ao tratamento do CPC 27), sendo um aumento sem reversão de perda anteriormente reconhecida, essa diferença deve ser reconhecida em ajustes de avaliação patrimonial (outros resultados abrangentes) e acumulada no patrimônio líquido.
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