Questão FC253090
Em 31/12/2021, uma empresa adquiriu, de terceiros, uma marca por R$ 120.000. A marca será utilizada no lançamento de um novo produto e foi classificada como ativo intangível de vid
Ativo
FGV · 2024
Em 31/12/2021, uma empresa adquiriu, de terceiros, uma marca por R$ 120.000. A marca será utilizada no lançamento de um novo produto e foi classificada como ativo intangível de vida útil indefinida, uma vez que não havia limite previsível para o período no qual deveria gerar fluxos de caixa líquidos positivos para a empresa.
A empresa efetua o teste de recuperabilidade do ativo de forma constante.
Na data de aquisição, a empresa tinha expectativa de recuperar o valor investido na marca em cinco anos e continuar utilizando a marca ao longo do tempo.
Já em 31/12/2022, a empresa constatou que conseguiria recuperar o investimento em oito anos, a partir daquela data, enquanto o ativo continuaria sendo utilizado nas operações.
A empresa reconheceu, então, a despesa com a perda de recuperabilidade do ativo, em sua demonstração do resultado.
O posicionamento da empresa está
- incorreto, uma vez que o ativo é intangível.
- incorreto, uma vez que a vida do ativo é indefinida.
- incorreto, uma vez que não houve motivos para reconhecimento da perda.
- correto, uma vez que houve mudança na estimativa de retorno do ativo.
- correto, uma vez que há dúvidas em relação ao retorno do ativo.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
A alternativa está correta: incorreto, pois não houve fundamento para reconhecer perda.
Ativos classificados como ativo intangível de vida útil indefinida não são amortizados, mas estão sujeitos ao teste de recuperabilidade (impairment) anualmente e sempre que existirem indicativos de perda.
O reconhecimento de perda exige que o valor contábil exceda o valor recuperável. Em termos práticos: apenas se \(Valor\ Contábil > Valor\ Recuperável\) deve-se registrar perda.
No caso, a alteração da expectativa de recuperação de 5 para 8 anos não demonstra, por si só, redução do valor recuperável; o ativo continua em uso e não há informação de que seu valor recuperável tenha sido inferior ao valor contábil.
Portanto, sem evidência de que \(Valor\ Recuperável < Valor\ Contábil\), não se justifica reconhecer perda por impairment.
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