Questão FC253200
A perda por desvalorização (impairment) de um ágio gerado a partir de uma combinação de negócios deve ser alocada para reduzir o valor contábil dos ativos. Uma dessas regras diz re
Ativo
FGV · 2023
A perda por desvalorização (impairment) de um ágio gerado a partir de uma combinação de negócios deve ser alocada para reduzir o valor contábil dos ativos.
Uma dessas regras diz respeito à perda por impairment e estabelece que:
- quando o seu valor recuperável excede seu valor contábil, a perda por impairment deve ser alocada ao ativo e reconhecida a perda no resultado;
- quando calculado o valor em uso para teste de impairment, as projeções de saídas de caixa devem incluir itens de melhoria ou aprimoramento do ativo testado;
- se não for praticável estimar o valor recuperável para cada ativo individualmente de uma unidade geradora de caixa, nenhuma ação é requerida para reconhecer a perda por desvalorização entre os ativos da unidade;
- se parte do ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill) alocado a uma unidade geradora de caixa decorre de combinação de negócios ocorrida durante o período anual corrente, essa unidade deve ser testada depois do fim do período anual corrente;
- se um ativo dentro da unidade geradora de caixa indicar redução ao valor recuperável, a entidade deve testar primeiramente o ativo para impairment e reconhecer qualquer desvalorização para aquele ativo, antes de realizar o teste na unidade geradora de caixa que contém o ágio.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A regra indica que, havendo evidência de perda, deve-se primeiro testar o ativo individual para impairment antes de testar a unidade geradora de caixa (UGC) que contém o ágio (goodwill).
Isso ocorre porque a redução pode ser explicada por um ativo específico cuja recuperação é inferior ao seu valor contábil. Ao reconhecer primeiro a perda desse ativo, evita‑se imputar ao ágio uma desvalorização que na verdade decorre de outro recurso.
Procedimento: 1) estimar o valor recuperável do ativo; 2) se menor que o contábil, reconhecer a perda; 3) só então testar a UGC para verificar se ainda há necessidade de reduzir o ágio.
Essa sequência garante alocação correta da desvalorização e preserva a fidelidade das demonstrações financeiras.
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