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Questão FC267447

Joana é tesoureira da Prefeitura X e, nessa condição, responsável por efetuar o pagamento das empresas que prestam serviço à Administração. Por enfrentar uma forte queda de arrecad

Questões sem classificação de assunto (Direito Administrativo)

VUNESP · 2024

Joana é tesoureira da Prefeitura X e, nessa condição, responsável por efetuar o pagamento das empresas que prestam serviço à Administração. Por enfrentar uma forte queda de arrecadação de impostos próprios e uma redação no repasse do Fundo de Participação dos Municípios, a Prefeitura passou a enfrentar dificuldades para honrar os seus compromissos financeiros. Mário, que é amigo de infância de Joana, relatou estar passando por dificuldades em virtude da falta de pagamento de serviços que prestou à Prefeitura, o que sensibiliza Joana profundamente. Por sentir estar praticando um ato de justiça, Joana, em nome da antiga amizade, coloca a empresa de Mário em primeiro lugar na fila de pagamentos pendentes e quita todos os débitos em atraso que a Prefeitura possui com ela.

 

Com base na situação hipotética, levando em conta os princípios do direito administrativo e a Lei no 14.133/21, é correto afirmar que conduta de Joana está

  1. correta, pois não há indício de que recebeu qualquer vantagem indevida.
  2. incorreta, pois ofende ao princípio da impessoalidade.
  3. correta, pois compete ao tesoureiro, discricionariamente, decidir a ordem de pagamento dos débitos pendentes.
  4. incorreta, pois a ordem cronológica de pagamentos não pode ser, em qualquer hipótese, violada.
  5. incorreta, pois viola diretamente o princípio da publicidade.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A conduta de Joana é incorreta porque ofende o princípio da impessoalidade, previsto no art. 6º da Lei nº 14.133/21.

Como agente público, ela deve tratar todos os credores segundo critérios objetivos e legais, sem privilegiar interesses pessoais. Colocar a empresa do amigo em primeiro lugar configura favorecimento e quebra a isonomia no tratamento dos prestadores de serviço.

Tal ação transforma um ato administrativo em instrumento de interesse particular, tornando-o nulo e sujeitando Joana a responsabilização administrativa, civil e, eventualmente, penal.

Em suma: independentemente da boa intenção, o pagamento preferencial viola a impessoalidade e contraria a disciplina prevista na nova lei de licitações e contratos.

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