FC ConcursosFC Concursos

Questão FC280451

A vontade de mudar o nome do antigo Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador, não aconteceu por conta da efeméride dos 50 anos do golpe militar. Segundo a

Geografia Política

DSEA UERJ · 2014

A vontade de mudar o nome do antigo Colégio Estadual Presidente Emílio Garrastazu Médici, em Salvador, não aconteceu por conta da efeméride dos 50 anos do golpe militar. Segundo a diretora Aldair Almeida Dantas, essa era uma insatisfação antiga da comunidade. “A novidade foi a convergência de intenções e a coincidência com esse período de resgaste histórico”, disse a diretora do, agora, Colégio Estadual do Stiep Carlos Marighella. Um colegiado escolar, formado pelos funcionários, professores, pais de alunos e pela comunidade, entendeu que o lançamento de muitos candidatos ao novo nome criaria confusão. Por isso surgiu a ideia de encontrar apenas dois que fossem baianos e representassem o combate ao regime militar. Os nomes do guerrilheiro Carlos Marighella e do geógrafo Milton Santos foram os escolhidos. “Ambos são da Bahia. Cada um tentou lutar contra a imposição do regime”, analisa Aldair.

 

Adaptado de educacao.uol.com.br, 15/04/2014.

 

A escolha de nomes de logradouros e de edificações pode representar uma homenagem em determinada época, assim como a mudança desses nomes pode indicar transformações históricas, simbolizando novas demandas da sociedade.

 

A situação apresentada na reportagem exemplifica, para a sociedade brasileira atual, um contexto político associado a:

  1. crítica da opinião pública às heranças autoritárias
  2. revalorização da memória dos governos ditatoriais
  3. reforço da gestão democrática de empresas estatais
  4. renovação de critérios de escolha de heróis nacionais
Mostrar resposta e comentário

Gabarito

A

Comentário do professor

A mudança do nome do colégio é uma expressão de crítica da opinião pública às heranças autoritárias: a comunidade escolar rejeitou a homenagem a um presidente da ditadura e buscou símbolos que representassem resistência.

Ao optar por nomes como Carlos Marighella e Milton Santos — figuras locais associadas à oposição ao regime — o colegiado transforma um ato administrativo em resgate histórico e em afirmação de novos valores.

Trata‑se de política simbólica: a alteração do topônimo revela a disputa sobre a memória pública, a necessidade de representatividade e o desejo de inserir na paisagem urbana referências compatíveis com princípios democráticos e de direitos humanos.

Conteúdo do catálogo FC Concursos · Atualizado em

Continue aprendendo