Questão FC283348
“A dose efetiva é a soma ponderada, pelo fator wT do tecido ou órgão T, das doses equivalentes em todos os tecidos e órgãos do corpo.” (ICRP. The 1990 Recommendations of the Intern
Questões sem classificação de assunto (Física)
IDECAN · 2014
“A dose efetiva é a soma ponderada, pelo fator wT do tecido ou órgão T, das doses equivalentes em todos os tecidos e órgãos do corpo.”
(ICRP. The 1990 Recommendations of the International Commission on Radiological Protection. Publicação n. 60. Ann. ICRP, v.21 (1-3), 1991. Adaptado.)
Acerca da aplicação da grandeza dose efetiva para fins de proteção radiológica, analise as afirmativas.
I. Um valor de wT igual a 0,20 para um tecido ou órgão T significa que o risco de câncer fatal em T é 20 % por Sv.
II. Os valores de wT são apropriados somente para estimativas da probabilidade de efeitos estocásticos a baixas doses absorvidas, bem menores que o limiar para efeitos determinísticos.
III. Os valores wT implicam que o detrimento produzido por uma dose absorvida igual a 100 mGy em um tecido T1 com wT igual a 0,20 será igual ao detrimento produzido por uma dose absorvida igual a 200 mGy em um tecido T2 com wT igual a 0,10, desde que o tipo de radiação e energia sejam iguais.
IV. Os fatores wT são aplicáveis às irradiações externas, apenas.
Estão corretas as afirmativas
- I, II, III e IV.
- I e IV, apenas.
- I e III, apenas.
- II e III, apenas.
- II, III e IV, apenas.
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Gabarito
D
Comentário do professor
As afirmativas II e III estão corretas porque refletem a intenção e a fórmula operacional da dose efetiva.
II — Os fatores wT foram estabelecidos para quantificar o risco de efeitos estocásticos (câncer e efeitos hereditários) em baixas doses, muito inferiores aos limiares de efeitos determinísticos. Assim, são apropriados para estimativas probabilísticas, não para predizer efeitos por radiações de alta dose onde surgem efeitos determinísticos.
III — A definição é \(E=\sum_T w_T H_T\). Para uma única região irradiada e mesma radiação (mesmo \(w_R\)), tem‑se \(H_T\propto D\) e, portanto, o produto \(w_T D\) determina o contributo para o detrimento. Ex.: 100 mGy em T1 com \(w_T=0{,}20\) dá \(E=0{,}20\times0{,}1\ \text{Sv}=0{,}02\ \text{Sv}\); 200 mGy em T2 com \(w_T=0{,}10\) também dá \(0{,}02\ \text{Sv}\) — mesmo detrimento se a energia/tipo de radiação forem iguais.
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