Questão FC287165
“Acidentes nucleares têm consequências graves e de longa duração para o meio ambiente e as populações próximas. Passados 25 anos do pior desastre nuclear da história, Chernobyl é a
Química
IDECAN · 2014
“Acidentes nucleares têm consequências graves e de longa duração para o meio ambiente e as populações próximas. Passados 25 anos do pior desastre nuclear da história, Chernobyl é ainda hoje uma cidade‐fantasma na Ucrânia. Não é permitido ficar mais de 15 minutos nas imediações da antiga usina soviética, cujo reator explodiu em 1986, matando 30 funcionários em apenas 30 dias e contaminando toda a vida ao seu redor.
A exposição de material nuclear ao meio ambiente libera substâncias radioativas no ar e no solo. Essas substâncias contaminam plantas, rios, animais e pessoas em volta. Os dois elementos mais perigosos são o iodo radioativo e o césio, subprodutos da fissão nuclear do urânio. Em Chernobyl, o césio contaminou em cadeia o solo, a vegetação que extraía nutrientes deste solo, o gado que se alimentava desta vegetação e, por fim, as pessoas que tomaram o leite de vacas contaminadas. ‘A radiação não deixa o solo infértil, mas tudo que cresce ali acaba contaminado’, explica o engenheiro agrônomo Virgílio Franco, do Centro de Energia Nuclear na Agricultura da USP.”
(Revista Veja. Contaminação, a marca da radiação no ambiente. Radioatividade tem consequências graves e de longa duração/2011.)
Um dos grandes problemas desta contaminação é que os níveis de radioatividade podem permanecer por décadas; este fato ocorre devido à(ao)
- radioproteção.
- decaimento radioativo.
- isomerismo radioativo instável.
- isobarismo radioativo instável.
- isomerismo radioativo instável, que ganha energia e se transforma em um átomo menos instável.
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Gabarito
B
Comentário do professor
Decaimento radioativo é o processo natural pelo qual núcleos instáveis perdem energia emitindo radiação, transformando-se em outros núcleos até alcançarem uma configuração estável.
A quantidade de núcleos radioativos diminui segundo a lei exponencial: \(N(t)=N_0 e^{-\lambda t}\), onde \(\lambda\) é a constante de decaimento. Em termos práticos usa‑se a meia‑vida \(T_{1/2}\), com \(T_{1/2}=\dfrac{\ln 2}{\lambda}\), e a forma equivalente \(N(t)=N_0 2^{-t/T_{1/2}}\).
Como alguns radionuclídeos têm meia‑vidas longas — por exemplo, o césio‑137 ~30 anos — a atividade radioativa só cai lentamente, mantendo níveis perigosos por décadas.
Além disso, essas substâncias se incorporam ao solo e à cadeia alimentar (bioacumulação), de modo que, mesmo com redução gradual da atividade, a contaminação ambiental e os riscos à saúde persistem por muito tempo.
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