Questão FC297895
A maior parte dos carboidratos encontrados na natureza são polissacarídeos de médio a alto peso molecular. Os polissacarídeos diferem entre si pelo tamanho das cadeias, pela frequê
Bioquímica e Biomoléculas
IDECAN · 2012
A maior parte dos carboidratos encontrados na natureza são polissacarídeos de médio a alto peso molecular. Os polissacarídeos diferem entre si pelo tamanho das cadeias, pela frequência de aparecimento das unidades dos monossacarídeos, pelo grau de ramificação, dentre outros fatores. Acerca das estruturas e funcionalidades dos polissacarídeos, assinale a alternativa correta.
- A ligação existente entre dois monossacarídeos denomina-se ligação açucarídea.
- Amido é um polissacarídeo formado por amilose e amilopectina. Amilose e amilopectina são polissacarídeos de glicose, de cadeias normais e que diferem entre si apenas pelo tamanho de suas cadeias.
- A quitina é um polissacarídeo ramificado, composto de resíduos glicosídicos de N-acetilglicosamina, que forma extensas fibras não digeríveis pelos vertebrados e é o principal componente do exoesqueleto dos artrópodes. Estima-se que a quitina seja o segundo polissacarídeo mais abundante na natureza.
- Peptideoglicanos são heteropolissacarídeos de cadeias ramificadas que formam o componente rígido das paredes bacterianas e são formados por resíduos de N-acetilglicosamina e N-acetilmurâmico unidos por ligações glicosídicas do tipo beta-1,4. As cadeias heteropoliméricas são unidas entre si por peptídeos.
- A celulose é um dos mais abundantes compostos orgânicos existentes na biosfera. Estima-se que cerca de 1015 kg de celulose são produzidos e degradados anualmente. A celulose é formada por longas cadeias normais de resíduos de glicoses unidos entre si por ligações glicosídicas do tipo beta-1,4.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa destaca corretamente a celulose como um dos compostos orgânicos mais abundantes da biosfera, com produção e degradação anual estimada em \(10^{15}\) kg.
Quimicamente, a celulose é formada por longas cadeias lineares de unidades de glicose conectadas por ligações glicosídicas β‑1,4. Essa configuração faz com que cada monômero gire em relação ao anterior, permitindo empacotamento próximo das cadeias.
As cadeias lineares se organizam em microfibrilas graças a numerosas ligações de hidrogênio intermoleculares, conferindo alta resistência mecânica e baixa solubilidade em água — propriedades essenciais para a função estrutural nas paredes celulares vegetais.
Humanos não digerem celulose porque não possuem a enzima celulase; a degradação é realizada por microrganismos que a hidrolisam em glicose. Essas características explicam sua abundância e importância ecológica.
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