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Questão FC298202

O sistema ABO e o fator Rh desempenham um papel fundamental na compatibilidade sanguínea e em condições clínicas, como a eritroblastose fetal. Essa condição ocorre quando há incomp

Hematologia

IDECAN · 2025

O sistema ABO e o fator Rh desempenham um papel fundamental na compatibilidade sanguínea e em condições clínicas, como a eritroblastose fetal. Essa condição ocorre quando há incompatibilidade entre o sangue da mãe e do feto, resultando na destruição das hemácias fetais pelo sistema imunológico materno. Sobre esse tema, é correto afirmar que:

  1. A eritroblastose fetal pode ocorrer quando a mãe é Rh negativo e o feto Rh positivo, pois a exposição materna ao antígeno Rh pode levar à produção de anticorpos anti-Rh, que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais em uma primeira gestação.
  2. Uma mãe do grupo sanguíneo O negativo pode desenvolver eritroblastose fetal contra um feto do tipo A positivo, pois o sistema imunológico materno pode produzir anticorpos anti-A e anti-Rh, afetando simultaneamente as hemácias fetais.
  3. A incompatibilidade ABO entre mãe e feto é mais grave que a incompatibilidade Rh, pois pode resultar na destruição maciça das hemácias fetais já na primeira gestação.
  4. O risco de eritroblastose fetal pode ser reduzido se a mãe Rh negativo receber imunoglobulina anti-Rh após o parto de um bebê Rh positivo, prevenindo a sensibilização materna e a produção de anticorpos anti-Rh.
  5. Gestantes do grupo AB positivo não apresentam risco de eritroblastose fetal, pois não possuem anticorpos anti-A, anti-B ou anti-Rh em seu plasma.
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Gabarito

D

Comentário do professor

A alternativa explica corretamente a prevenção da eritroblastose fetal por meio da administração de imunoglobulina anti‑Rh (RhIg) para mães Rh negativas após o parto de bebês Rh positivos.

Durante o parto, hemácias fetais Rh positivas podem entrar na circulação materna e provocar a sensibilização — processo em que a mãe passa a produzir anticorpos anti‑Rh.

A RhIg atua ligando‑se às hemácias fetais livres, promovendo sua remoção antes que o sistema imune materno as reconheça e desenvolva uma resposta ativa.

Ao impedir essa sensibilização, diminui‑se a produção posterior de anticorpos IgG anti‑Rh, que atravessam a placenta e causariam hemólise fetal em gestações subsequentes.

Por isso, a administração da imunoglobulina logo após o parto é medida eficaz para reduzir o risco de eritroblastose fetal em futuras gestações.

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