Questão FC298202
O sistema ABO e o fator Rh desempenham um papel fundamental na compatibilidade sanguínea e em condições clínicas, como a eritroblastose fetal. Essa condição ocorre quando há incomp
Hematologia
IDECAN · 2025
O sistema ABO e o fator Rh desempenham um papel fundamental na compatibilidade sanguínea e em condições clínicas, como a eritroblastose fetal. Essa condição ocorre quando há incompatibilidade entre o sangue da mãe e do feto, resultando na destruição das hemácias fetais pelo sistema imunológico materno. Sobre esse tema, é correto afirmar que:
- A eritroblastose fetal pode ocorrer quando a mãe é Rh negativo e o feto Rh positivo, pois a exposição materna ao antígeno Rh pode levar à produção de anticorpos anti-Rh, que atravessam a placenta e destroem as hemácias fetais em uma primeira gestação.
- Uma mãe do grupo sanguíneo O negativo pode desenvolver eritroblastose fetal contra um feto do tipo A positivo, pois o sistema imunológico materno pode produzir anticorpos anti-A e anti-Rh, afetando simultaneamente as hemácias fetais.
- A incompatibilidade ABO entre mãe e feto é mais grave que a incompatibilidade Rh, pois pode resultar na destruição maciça das hemácias fetais já na primeira gestação.
- O risco de eritroblastose fetal pode ser reduzido se a mãe Rh negativo receber imunoglobulina anti-Rh após o parto de um bebê Rh positivo, prevenindo a sensibilização materna e a produção de anticorpos anti-Rh.
- Gestantes do grupo AB positivo não apresentam risco de eritroblastose fetal, pois não possuem anticorpos anti-A, anti-B ou anti-Rh em seu plasma.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A alternativa explica corretamente a prevenção da eritroblastose fetal por meio da administração de imunoglobulina anti‑Rh (RhIg) para mães Rh negativas após o parto de bebês Rh positivos.
Durante o parto, hemácias fetais Rh positivas podem entrar na circulação materna e provocar a sensibilização — processo em que a mãe passa a produzir anticorpos anti‑Rh.
A RhIg atua ligando‑se às hemácias fetais livres, promovendo sua remoção antes que o sistema imune materno as reconheça e desenvolva uma resposta ativa.
Ao impedir essa sensibilização, diminui‑se a produção posterior de anticorpos IgG anti‑Rh, que atravessam a placenta e causariam hemólise fetal em gestações subsequentes.
Por isso, a administração da imunoglobulina logo após o parto é medida eficaz para reduzir o risco de eritroblastose fetal em futuras gestações.
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