Questão FC298223
A elevação assintomática de enzimas hepáticas é uma situação clínica comum, que pode representar tanto condições benignas quanto doenças hepáticas subjacentes. Testes bioquímicos c
Fisiopatologia e Bioquímica Clínica
IDECAN · 2025
A elevação assintomática de enzimas hepáticas é uma situação clínica comum, que pode representar tanto condições benignas quanto doenças hepáticas subjacentes. Testes bioquímicos como ALT (alanina aminotransferase) e AST (aspartato aminotransferase) são marcadores essenciais para avaliar a integridade do fígado. A interpretação criteriosa deve evitar procedimentos desnecessários e, ao mesmo tempo, identificar condições potencialmente graves. A interpretação de testes bioquímicos hepáticos deve ser feita no contexto clínico adequado. Sobre a abordagem inicial de um paciente assintomático com elevação de enzimas hepáticas, analise as alternativas e assinale a correta.
- A ALT é menos específica do que a AST para avaliar lesão hepatocelular, pois também está presente em tecidos extrahepáticos.
- Deve-se iniciar imediatamente investigação invasiva, como biópsia hepática, para esclarecer a etiologia da alteração.
- A realização de tomografia computadorizada abdominal é o primeiro exame complementar a ser solicitado.
- Se a elevação for mínima (menor que duas vezes o limite superior da normalidade), sem causas evidentes, pode-se considerar normal.
- A presença de alteração em apenas uma enzima hepática exclui a possibilidade de doença hepática significativa.
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Gabarito
D
Comentário do professor
Assintomática com elevação hepática mínima — definida como menor que \(2\times\) o limite superior da normalidade (LSN) — frequentemente reflete variação biológica, efeitos medicamentosos ou fatores temporários e pode ser considerada aceitável em indivíduo sem sinais clínicos ou fatores de risco.
O raciocínio é pragmático: evita-se excesso de exames quando a probabilidade de doença significativa é baixa. Contudo, a conduta não é passiva — recomenda-se observação e medidas simples: rever medicamentos/álcool, avaliar síndrome metabólica e excluir causas sistêmicas.
Próxima etapa prática: repetir exames em 4–12 semanas. Se persistir, aumentar, ou houver alterações clínicas, procede-se investigação complementar (sorologias, autoimunidade, imagem, etc.).
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