Questão FC298231
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína amplamente utilizada como marcador tumoral em oncologia. Apesar de sua principal associação com câncer colorretal, os níveis
Fisiopatologia e Bioquímica Clínica
IDECAN · 2025
O Antígeno Carcinoembrionário (CEA) é uma glicoproteína amplamente utilizada como marcador tumoral em oncologia. Apesar de sua principal associação com câncer colorretal, os níveis séricos de CEA podem estar alterados em diversas condições malignas e não malignas. Sua interpretação clínica exige atenção às variáveis que podem influenciar os resultados. Sobre as características e aplicações clínicas do CEA, analise as alternativas abaixo e assinale a correta.
- O CEA é um marcador específico para adenocarcinoma pulmonar e não apresenta elevações em outros tipos histológicos de câncer de pulmão.
- O CEA é um marcador altamente específico para câncer colorretal, não sendo útil para outros tipos de neoplasias malignas.
- O CEA tem sensibilidade de 100% para neoplasias do trato gastrintestinal, sendo o melhor marcador para esses tipos de câncer.
- Pacientes com carcinoma colorretal metastático raramente apresentam elevação do CEA, sendo esse marcador mais útil para tumores de pulmão e pâncreas.
- Os níveis de CEA podem estar elevados em fumantes, mesmo na ausência de câncer, devido à agressão do epitélio respiratório pelo cigarro.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
A alternativa está correta porque o CEA é produzido por células epiteliais e seu nível sérico pode aumentar por estímulos não neoplásicos. Em fumantes, a exposição crônica ao cigarro causa agressão e inflamação crônica do epitélio respiratório, promovendo turnover celular e expressão aumentada de antígenos como o CEA.
Clinicamente, isso significa que níveis elevados de CEA em um fumante não são específicos para câncer; é necessário interpretar o resultado considerando o hábito de fumar e tendências temporais. Valores de referência podem ser mais altos em fumantes e o CEA costuma diminuir após cessação do tabagismo.
Portanto, o conhecimento desse efeito evita falsos positivos, reforçando o uso do CEA principalmente na monitorização e seguimento terapêutico, sempre integrando quadro clínico e exames complementares.
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