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Questão FC298238

O papilomavírus humano (HPV) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero e outras neoplasias malignas associadas. Métodos moleculares ava

Fisiopatologia e Bioquímica Clínica

IDECAN · 2025

O papilomavírus humano (HPV) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer do colo do útero e outras neoplasias malignas associadas. Métodos moleculares avançados, como a Captura de Híbridos (Hybrid Capture) e a Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), desempenham um papel central no diagnóstico e rastreamento do HPV, sendo ferramentas fundamentais para identificar subtipos virais de alto risco oncogênico. A correta aplicação e interpretação dessas técnicas é essencial no contexto clínico e epidemiológico. A respeito das metodologias moleculares para o diagnóstico do papilomavírus humano (HPV), marque a alternativa correta.

  1. Métodos de hibridização molecular, como o Southern Blot, são atualmente os mais utilizados para o rastreamento populacional do HPV devido à sua rapidez e baixo custo.
  2. A Captura de Híbridos utiliza um ensaio baseado na amplificação de DNA para detectar tipos específicos de HPV de alto risco oncogênico.
  3. A PCR tem sensibilidade reduzida para detectar HPV em comparação com métodos baseados em microscopia óptica, como a citologia convencional.
  4. A Captura de Híbridos permite a detecção de DNA do HPV sem a necessidade de amplificação gênica, sendo amplamente utilizada em triagens clínicas.
  5. O teste de Captura de Híbridos requer a sequenciação prévia do genoma viral para diferenciar entre os subtipos do HPV.
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Gabarito

D

Comentário do professor

Captura de Híbridos é um método de detecção direta do DNA do HPV que não exige amplificação gênica. A amostra é desnaturada e exposta a sondas de RNA complementares; quando há sequência viral, formam-se híbridos RNA–DNA.

Esses híbridos são capturados em fase sólida e identificados por sinal quimioluminescente, permitindo a leitura do resultado sem PCR. Por operar sobre o material genético nativo, oferece alta sensibilidade e é adequada para rotinas de triagem em larga escala.

Na prática clínica, a técnica é valorizada pela capacidade analítica e produtividade, embora forneça informação sobre a presença de grupos de risco e não necessariamente o genótipo específico, o que pode demandar testes adicionais para tipagem.

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