Questão FC298255
Espécies Exóticas Invasoras (EEIs) são aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural cuja introdução e/ou dispersão ameaçam a diversidade biológica, de acordo com a
Ecologia
IDECAN · 2023
Espécies Exóticas Invasoras (EEIs) são aquelas que ocorrem fora de sua área de distribuição natural cuja introdução e/ou dispersão ameaçam a diversidade biológica, de acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Normalmente, estas espécies apresentam vantagem competitiva sobre as nativas, o que permite sua rápida proliferação e expansão. São reconhecidas como uma das principais causas da perda de diversidade biológica, em especial em Unidades de Conservação (UCs) e ilhas oceânicas. Os impactos das referidas espécies podem ocorrer em diversos níveis, seja alterando a composição e a estrutura da comunidade, excluindo espécies nativas ou modificando processos ecológicos. Portanto, a presença dessas, ameaça a biodiversidade original e os ambientes naturais, especialmente em UCs federais. Assinale algumas medidas preventivas que não podem ser adotadas para prevenir a introdução e a dispersão de espécies exóticas invasoras em Unidades de Conservação.
- Identificar os focos de ocorrência de espécies exóticas invasoras no entorno da UC e analisar o risco de introdução através de vetores e vias de dispersão, a fim de cortar as vias e vetores de chegada sempre que possível.
- Envolver os departamentos de estradas de rodagem no controle de espécies exóticas invasoras nas estradas de acesso às UCs, para que o controle seja realizado nas épocas do final da floração, a fim de aumentar sua eficácia.
- Articular e sensibilizar a população residente e do entorno da UC para substituir plantas exóticas invasoras cultivadas, plantadas para fins secundários (sombra, ornamentais, cerca viva) ou de ocorrência em áreas privadas por espécies nativas ou exóticas não invasoras.
- Identificar áreas de criação e cultivo de espécies exóticas na UC e entorno bem como estimular a substituição destas, por espécies nativas. Quando esta substituição não for viável, articular e sensibilizar os responsáveis quanto a estratégias de prevenção de fugas e dispersão de propágulos, a partir das áreas de produção ou criação.
- Informar visitantes sobre os riscos de introdução de espécies exóticas e solicitar que, antes ou ao entrar na Unidade de Conservação, limpem os calçados, barras de calças e mochilas para assegurar que não estejam carregando sementes ou invertebrados. E também, solicitar que não deixem restos de comida, não levem animais de estimação e não deixem nenhum resíduo, nem de alimentos.
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Gabarito
B
Comentário do professor
A alternativa propõe envolver os departamentos de estradas para controlar espécies exóticas invasoras nas vias de acesso às UCs, mas realizar o controle no final da floração compromete a ação.
O momento do manejo é crucial: a intervenção no início da floração evita que as plantas completem a produção de propágulos (sementes, frutos) e reduz a capacidade de dispersão. Fazer o controle tardiamente permite que grande parte da viabilidade reprodutiva já tenha ocorrido, diminuindo a eficácia da medida e aumentando o risco de espalhamento pelas estradas.
Portanto, embora a articulação com departamentos rodoviários seja necessária, o controle deve ser planejado e executado no período fenológico adequado (início da floração), com monitoramento contínuo e ações integradas para prevenir a propagação.
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