Questão FC298273
Aquicultura, como atividade agropecuária, tem sua importância econômica focada na produção de organismos aquáticos e está em pleno crescimento mundial. O Brasil acompanha esta tend
Meio Ambiente
IDECAN · 2023
Aquicultura, como atividade agropecuária, tem sua importância econômica focada na produção de organismos aquáticos e está em pleno crescimento mundial. O Brasil acompanha esta tendência, uma vez que possui grande extensão territorial com climas favoráveis, abundância em recursos hídricos, mão de obra qualificada e com experiência em outras cadeias produtivas já consolidadas. Estas características configuram sua vocação para a expansão da atividade aquícola no mercado nacional e internacional, com grande potencial para estar entre as lideranças mundiais de exportações de pescado. Sobre o desenvolvimento da aquicultura comercial brasileira, assinale a alternativa correta.
- O desenvolvimento da aquicultura nacional é pautado nas análises de debilidades de ordem estrutural e funcional que limitam a ampliação do setor aquícola nacional.
- O desenvolvimento sustentável da aquicultura passa por uma ação de governança exclusiva do setor produtivo para estabelecer estratégias para a expansão produtiva e comercial, com competitividade e segurança alimentar.
- O desenvolvimento da aquicultura requer uma análise dos pontos positivos com vistas ao aprimoramento da cadeia produtiva.
- O desenvolvimento da aquicultura é uma política de governança para manter o setor aquícola produzindo conforme a demanda nacional de pescados.
- Faz-se necessário que o próprio setor produtivo conserve os prazos (curto, médio e longo prazo) das ações de desenvolvimento, estabelecendo os recursos financeiros necessários para execução dessas ações.
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Gabarito
A
Comentário do professor
A alternativa ressalta que o avanço da aquicultura depende de um diagnóstico das debilidades estruturais e funcionais que limitam sua expansão. Esse diagnóstico identifica os entraves que impedem um crescimento ordenado, eficiente e sustentável.
Entre as principais limitações estão: falta de infraestrutura (energia, estradas, abastecimento de água), escassez de insumos e ração qualificada, dificuldade de acesso a crédito e seguro, lacunas na regulação ambiental e regularização fundiária, carência de pesquisa e tecnologia, problemas logísticos e baixa capacitação técnica.
Mapear essas fragilidades permite priorizar políticas públicas e investimentos — como zoneamento aquícola, assistência técnica, financiamento direcionado e estímulo à inovação — tornando a expansão mais competitiva e sustentável. Esse olhar crítico não significa subestimar o potencial do setor, mas orientar ações eficazes.
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