Questão FC298365
A microscopia eletrônica de transmissão (MET) é uma ferramenta fundamental para caracterização de materiais biológicos, já que permite não só visualizar a morfologia como, também,
Questões sem classificação de assunto (Biologia e Biomedicina)
IDECAN · 2024
A microscopia eletrônica de transmissão (MET) é uma ferramenta fundamental para caracterização de materiais biológicos, já que permite não só visualizar a morfologia como, também, permite identificar defeitos, estrutura cristalina, relações de orientação entre fases, entre outros. Sobre essa técnica, compreende-se que a/o
- microscopia criogênica em MET permite observar amostras biológicas preservadas em estado congelado, minimizando artefatos de fixação e desidratação, e com seu aprimoramento, superou os desafios relacionados à formação de gelo e à estabilidade das amostras.
- microscopia de alta resolução em MET pode alcançar uma resolução espacial superior à microscopia de força atômica (MFA), devido à menor interação entre o feixe de elétrons e a amostra, permitindo a visualização de estruturas moleculares em escala manométrica.
- tomografia de elétrons em MET é capaz de reconstruir a estrutura tridimensional de amostras, porém, é limitada pela baixa resolução axial e pela necessidade de amostras finamente seccionadas para obtenção de imagens em diferentes ângulos de projeção.
- difração de elétrons em MET é amplamente utilizada para determinar a estrutura cristalina de materiais, sendo capaz de fornecer informações sobre a simetria cristalina, espaçamento interplanar e orientação dos cristais na amostra.
- contraste de fase em MET é gerado pela variação na espessura e densidade eletrônica da amostra, sendo particularmente útil na visualização de estruturas biológicas transparentes, como membranas celulares e organelas.
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Gabarito
D
Comentário do professor
A difração de elétrons no MET explora a interação dos elétrons com a rede recíproca do cristal, gerando padrões que representam a distribuição de planos cristalinos. Esses padrões permitem acessar diretamente a simetria cristalina — por exemplo, a presença de eixos de rotação e elementos de simetria visíveis na disposição dos pontos.
O espaçamento interplanar \(d\) é obtido mensurando-se a posição dos máximos difratados no padrão e aplicando a lei de Bragg \(2d\sin\theta=n\lambda\). Na prática, usa‑se a relação \(d=\frac{\lambda L}{R}\), onde \(L\) é a distância câmera e \(R\) o raio do ponto/anel no filme/padrão.
A orientação dos cristais advém do índice e da sequência dos pontos (ou das linhas de Kikuchi) em SAED ou padrões de difração por área selecionada; a comparação entre padrões de diferentes regiões revela relações de orientação entre fases e defeitos cristalográficos.
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