Questão FC301072
O papiloma escamoso é uma neoplasia benigna comum na cavidade oral com etiologia viral, o HPV. A lesão na cavidade oral é bem delimitada, de coloração esbranquiçada com aspecto ped
Estomatologia e Patologia Bucal
FGV · 2024
O papiloma escamoso é uma neoplasia benigna comum na cavidade oral com etiologia viral, o HPV. A lesão na cavidade oral é bem delimitada, de coloração esbranquiçada com aspecto pedicular e rugoso, tendo crescimento exofítico. Acomete principalmente língua, lábios, mucosa jugal, gengiva inserida e palato.
Com relação ao tratamento indicado para o papiloma escamoso, assinale a afirmativa correta.
- A escolha do tratamento varia de acordo com a gravidade das lesões, podendo em algumas situações não ser específico, sendo necessário apenas tratamento sintomático, higiene da área afetada e controle dos fatores desencadeantes.
- Quando se trata de lesões assintomáticas, recomenda-se o acompanhamento periódico. Caso haja sintomas, o tratamento inclui o uso de corticoides tópicos, por, no máximo, dois meses.
- O tratamento é feito por meio da remoção cirúrgica da lesão com pequena margem de segurança, o que praticamente elimina a possibilidade de recidiva.
- O tratamento consiste na curetagem do alvéolo para remoção de tecido de granulação, espículas ósseas e fragmentos de raízes residuais e regularização das bordas do tecido ósseo no local.
- O tratamento consiste em várias fases, incluindo remoção do sequestro ósseo, quando for pertinente, drenagem da coleção purulenta, limpeza da região e prescrição de antibiótico de amplo espectro.
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Gabarito
Certo
Comentário do professor
O tratamento do papiloma escamoso é a excisão cirúrgica conservadora da lesão, incluindo a base da lesão, com uma pequena margem de segurança.
Por ser uma neoplasia benigna, bem delimitada e de crescimento exofítico, essa abordagem permite retirada completa do tecido alterado, preservando a maior parte da mucosa saudável.
Ao incluir a raiz/basis da lesão na excisão, reduz‑se fortemente a possibilidade de reaparecimento; assim, a recidiva é incomum.
Após a remoção, recomenda‑se acompanhamento clínico para verificar cicatrização e rastrear eventuais recidivas, mas, na maioria dos casos, a simples excisão é curativa.
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