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Questão FC301480

A aplicação de técnicas de fixação por placa e parafuso para fraturas do complexo zigomaticomaxilar (CZM) substituiu todas as técnicas mais antigas de fixação. Não há melhor método

Questões sem classificação de assunto (Odontologia)

FGV · 2021

A aplicação de técnicas de fixação por placa e parafuso para fraturas do complexo zigomaticomaxilar (CZM) substituiu todas as técnicas mais antigas de fixação. Não há melhor método de fornecer fixação estável de uma fratura do CZM instável do que a fixação interna rígida com placas e parafusos. A vantagem óbvia para o uso de placas é que a estabilização em três planos no espaço pode ser fornecida, mesmo em áreas de cominuição ou perda óssea.

 

As opções a seguir apresentam princípios para a aplicação de técnicas de fixação por placa e parafuso nas fraturas do CZM, à exceção de uma. Assinale-a.

  1. Utilização de parafusos autorrosqueáveis.
  2. Colocação de pelo menos três parafusos na placa, em cada lado da fratura.
  3. Utilização de material de fixação que não venha a produzir artefatos na TC pós-operatória.
  4. Obtenção de estabilidade tridimensional dos fragmentos ósseos.
  5. Utilização de placas com a menor espessura possível nas áreas periorbitais.
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Gabarito

B

Comentário do professor

A afirmação de que deve haver colocação de pelo menos três parafusos na placa, em cada lado da fratura é incorreta porque não reflete o princípio habitual de osteossíntese no complexo zigomaticomaxilar.

Em osteossíntese craniofacial com miniplacas, o padrão consagrado é a utilização de, em geral, **dois parafusos** em cada fragmento bem reduzido, desde que haja boa adaptação da placa e compra óssea adequada. Exigir três parafusos por lado aumenta risco de fratura iatrogênica, comprometimento da vascularização e não é necessário para estabilidade quando a técnica e a placa são adequadas.

Importante distinguir isso da fixação em três pontos do zigoma — que significa fixar o arco em três sítios anatômicos (p.ex. arco zigomático, rebordo infraorbital, rebordo zigomaticofrontal) — e não exigir três parafusos por lado. Em fraturas muito cominutivas ou com perda óssea, podem ser necessários sistemas maiores ou mais pontos de fixação, mas a regra fixa de “três parafusos em cada lado” não é princípio obrigatório.

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