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Questão FC303513

MAIS UM ATAQUE DISFARÇADO CONTRA A NOSSA AMAZÔNIA A intenção de domínio sobre a Amazônia, com seus 830 mil quilômetros quadrados, dos quais mais de 65 por cento nosso, aparece segu

Morfologia

FGV · 2015

MAIS UM ATAQUE DISFARÇADO CONTRA A NOSSA AMAZÔNIA


A intenção de domínio sobre a Amazônia, com seus 830 mil quilômetros quadrados, dos quais mais de 65 por cento nosso, aparece seguidamente, sob os mais incríveis disfarces. A iniciativa parte sempre de alguma ONG, ligada a poderosos grupos internacionais, que surge como salvadora da Pátria, para “preservar” a floresta e suas riquezas. Já se viu esse filme. Quem não lembra quando uma ONG conseguiu transferir para o Japão a propriedade do nome “Cupuaçu”? Agora surge mais um desses ataques, escamoteados sob boas intenções e com apoio de governos vizinhos. O presidente da Colômbia, Juan Manoel Santos, caiu na catilinária da ONG, Fundação Gaia Internacional e mandou ao Congresso projeto criando um “corredor ecológico” dentro da Amazônia, que ligaria os Andes ao Oceano Atlântico. Esse corredor seria intocado e suas riquezas eternamente não violadas. Assim, aparentemente, seria uma ideia positiva, não fosse a Gaia uma entidade bancada por dinheiro de várias Nações, todas elas muito aflitas para botar a mão em alguma coisa próxima dos 230 trilhões de dólares das riquezas que a maior floresta do mundo comporta.

 

O presidente colombiano (isso mesmo, do país que até recentemente era dominado pelo narcotráfico e ainda se mantém como um dos maiores exportadores de cocaína do mundo), não consegue resolver seus problemas internos, mas quer interferir nos vizinhos, impondo um corredor, inclusive dentro do Brasil, onde ninguém entraria. Como ninguém? Claro que a exceção seria para as ONGs internacionais; para representantes da Igreja, que viriam “catequizar” os índios e para outros estrangeiros. A proibição seria para os brasileiros, que não poderiam usar parte do seu território. Nosso governo, até agora, não chiou contra esse crime. O que, aliás, não é surpresa alguma!

 

(Correio de Notícias, 21/07/2015)

 

“Como ninguém? Claro que a exceção seria para as ONGs internacionais; para representantes da Igreja, que viriam “catequizar” os índios e para outros estrangeiros. A proibição seria para os brasileiros, que não poderiam usar parte do seu território”.


O emprego do futuro do pretérito em “seria”, “viriam” e “poderiam” indica ações:

  1. certamente realizadas em futuro próximo;
  2. já realizadas no passado distante;
  3. a serem possivelmente realizadas no futuro;
  4. nunca realizadas;
  5. realizadas sob determinadas condições.
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Gabarito

Certo

Comentário do professor

O emprego do futuro do pretérito em seria, viriam e poderiam sinaliza ações a serem possivelmente realizadas no futuro, ou seja, eventos previstos como prováveis, porém não certos.

Gramaticalmente, essa forma indica uma hipótese ou consequência dependente de outro fato (neste caso, a efetivação do "corredor ecológico"). Assim, o enunciador relata possibilidades futuras a partir de uma situação contingente, expressando conjectura e distância da certeza.

Na prática: ao afirmar que ONGs “seriam” exceção ou que estrangeiros “viriam”, o texto prevê o que poderia acontecer caso o projeto saísse do papel, sem declarar essas ações como realizadas ou inevitáveis.

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