Questão FC303943
O filósofo Pascal escreveu certa vez: “O tempo cura as dores e as queixas, porque nós nos modificamos, não somos sempre a mesma pessoa. Nem o ofensor, nem o ofendido, são os mesmos
Tipologia e Gênero Textual
FGV · 2022
O filósofo Pascal escreveu certa vez: “O tempo cura as dores e as queixas, porque nós nos modificamos, não somos sempre a mesma pessoa. Nem o ofensor, nem o ofendido, são os mesmos. É como um povo que foi maltratado e que é reencontrado após duas gerações. São ainda os franceses, mas não os mesmos”.
Para defender uma tese, o autor apela para diferentes tipos de raciocínio. O processo utilizado nesse pequeno texto é o de raciocínio:
- dedutivo, que parte de uma ideia geral, de um princípio, para daí tirar uma consequência particular;
- indutivo, que parte de vários fatos particulares, para daí tirar um princípio geral;
- por oposição, em que se colocam duas situações contrárias;
- pelo absurdo, em que se supõe uma ideia contrária à tese defendida para mostrar que essa última acaba por uma conclusão falsa ou absurdo;
- por analogia, em que se utiliza uma comparação para a defesa da tese.
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Gabarito
Errado
Comentário do professor
O trecho mobiliza o raciocínio por analogia, que apoia uma tese ao estabelecer uma comparação entre dois casos distintos e transferir-lhes uma característica comum.
Na passagem, a ideia central é que o tempo cura as dores porque as pessoas se modificam. Pascal reforça essa tese comparando-a a um povo reencontrado após duas gerações: “É como um povo... São ainda os franceses, mas não os mesmos.”
A palavra como sinaliza a comparação. A analogia mostra uma semelhança relevante — a perda da sensibilidade às ofensas com a passagem do tempo — e usa esse paralelo para tornar a afirmação mais plausível, sem pretensão de prova formal, mas com força explicativa e persuasiva.
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