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Questão FC304216

A Revolução do Real Há duas formas de revolução na história humana: as rumorosas, feitas com o sangue, o suor e as lágrimas das populações, e as silenciosas – que, em geral, tendem

Tipologia e Gênero Textual

FGV · 2009

A Revolução do Real


Há duas formas de revolução na história humana: as rumorosas, feitas com o sangue, o suor e as lágrimas das populações, e as silenciosas – que, em geral, tendem a ser mais efetivas no que diz respeito aos benefícios proporcionados à maioria. Elas são consideradas silenciosas não porque feitas nos subterrâneos, longe dos ouvidos e dos olhos das pessoas, mas porque deixam de ser percebidas como revoluções enquanto se desenrolam. Seu caráter profundamente renovador é reconhecido somente a posteriori, quando muitos se dão conta, enfim, das mudanças por elas promovidas. Há quinze anos, começou a ocorrer uma revolução silenciosa no Brasil: o lançamento do real, a moeda que pôs um ponto final na hiperinflação e que, ponta de lança do plano ao qual emprestou seu nome, catapultou o país a um novo patamar de desenvolvimento. Com o real, os brasileiros redescobriram o valor do dinheiro e das coisas. Passaram a planejar seu presente e seu futuro. Elevaram seu padrão de renda e bem-estar. A economia ganhou um arcabouço mais nítido e moderno, com o saneamento do sistema financeiro, as privatizações, as agências reguladoras, a Lei de Responsabilidade Fiscal, as metas de superavit primário, o câmbio flutuante e a autonomia operacional do Banco Central.


(Veja, 8/07/2009)

 

 

Pode-se dizer, sobre a finalidade do texto lido, que o seu autor pretende:

  1. narrar a história do real para os mais novos.
  2. descrever a situação política que levou à criação do real.
  3. defender a idéia de que a criação do real foi silenciosa e eficiente.
  4. elogiar a criação da nova moeda como fator de estabilidade.
  5. criticar a hiperinflação do país na época da criação do real.
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Gabarito

D

Comentário do professor

O texto tem como finalidade principal elogiar a criação do Real como fator de estabilidade econômica.

Isso fica claro pelo tom avaliativo e positivo: expressões como “revolução silenciosa”, “pôs um ponto final na hiperinflação” e “catapultou o país a um novo patamar” atribuem ao Real efeitos transformadores e benéficos.

O autor enfatiza ganhos concretos — redescoberta do valor do dinheiro, planejamento, elevação do padrão de vida — e relaciona a moeda a reformas institucionais (Lei de Responsabilidade Fiscal, metas de superavit primário, autonomia do Banco Central), reforçando a ideia de estabilidade duradoura.

Assim, a intenção comunicativa é destacar e enaltecer o papel estabilizador da nova moeda para a maioria da população e para a economia brasileira.

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